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Foram meses de gravação e mixagem, sob a produção de Philippe Seabra (Plebe Rude), para captar em estúdio toda a qualidade dos shows dos Bois com que todos estão acostumados, e fazer valer à pena a espera de todos os fãs pelo mais esperado lançamento da cidade! São 12 músicas, entre elas belas novas canções e antigos clássicos, numa mistura graciosa entre pop rock, surf e ska que só eles sabem fazer! release
Segundo a mitologia grega, um dos 12 trabalhos de Hércules foi o de se apropriar do gado (bois) de um gigante chamado Gerião. Lendas à parte, hoje a banda brasiliense Bois de Gerião agrega os melhores elementos do rock’n’roll, punk rock/hard core e ska, tendo, em pouco tempo, sido muito bem avaliada pelo público e crítica locais. Com isso, os shows da banda já passaram pelos principais teatros, universidades e casas noturnas de Brasília. Formado em meados de 94, o grupo reúne seis integrantes: Rafael Farret (vocal e guitarra), Tell (baixo), Gabriel Coaracy (bateria), Vincent Gautier (sax tenor), Foca (sax alto) e Gustavo Simões (trompete). No ano seguinte, lançaram sua primeira fita-demo - Love Me Tender. O ano de 98 se iniciou com uma participação no CD coletânea Banana 2 do extinto selo Sonya Music. Meses depois, a banda lançou uma nova fita-demo, Bois de Gerião 2, que teve ótima aceitação tanto por parte do público quanto da mídia nacional (Folha de São Paulo, Revista Tribo Skate, entre outros). Nesse mesmo ano, participaram do quadro Banda Antes, da MTV. Em 99, o grupo veio com força total em importantes apresentações, dentre as quais o Festival Porão do Rock (um dos maiores eventos nacionais de bandas), onde acabou se destacando. Prova disso foi sua aparição, em menos de um mês, nos jornais O Globo e Folha de São Paulo e na revista Época. No ano seguinte, a banda dedicou-se a divulgar a sua terceira e última fita-demo – O Melhor de Bois de Gerião - , se apresentando em várias cidades do país. Em 2001, os Bois entraram em estúdio e gravaram o primeiro disco pela gravadora independente Prótons, com produção assinada por Philippe Seabra, da banda Plebe Rude, e com lançamento previsto para junho de 2002. por Fernando Rosa A brasiliense Bois de Gerião é uma banda pronta para o sucesso nacional, capaz de ocupar rapidamente o espaço praticamente vazio do cenário pop rock, órfão de criatividade. O que autoriza essa afirmação é a sucessão de hits presentes em seu primeiro CD, um dos melhores álbuns de estréia nos últimos anos – ‘Cifrão’, ‘Cocota’, ‘Já é tarde’, ‘Garota fivelinha clubber’, ‘Eu não sei o que fazer’, ‘All the lights’, ‘Dia de sábado’ e ‘Namoro anunciado’. Lançado pelo selo local Protons, o CD tem tudo para agradar de Sul a Norte do país, inclusive às rádios, carentes de "sucessos" de qualidade. Isso, no entanto, não quer dizer música fácil, adaptada às imposições do "mercadão", atualmente em grandes dificuldades, e necessitando de opções que tenham qualidade e, ao mesmo tempo, sintonia com o grande público. Ao contrário, a música produzida por Rafael Farret (guitarra e vocal), Gabriel (bateria), Tell (baixo), Gustavo (trompete), Foca (sax alto) e Vincent (sax tenor) - com participação de Cochlar (teclados), como músico convidado - é de extrema competência musical - autoral e instrumental. Valorizado pela dedicada produção de Phelipe Seabra (Plebe Rude), fiel à sonoridade da banda, o sexteto produziu uma obra forte, coesa e rica, que extrapola qualquer rotulação vigente no cenário da música brasileira atual. A definição mais acertada para o som dos Bois de Gerião talvez seja a de que estamos diante de uma verdadeira orquestra de rock and roll, com profundas raízes nacionais, no sentido pop. O som dos Bois de Gerião traz influências de ska, punk e rock, comuns à sua geração, ao mesmo tempo em que Mutantes e, mesmo Villa Lobos, completam a química com um certo tom lúdico e de celebração - não é atoa que entre seus covers ao vivo estão clássicos como ‘Virginia’ e ‘Trenzinho Caipira’. A guitarra de Rafael – uma das melhores do Brasil, atualmente – soa punk, rock, às vezes surf music, enquanto os metais, antes de supérfluos, imprimem uma explosiva e festiva personalidade à banda, tanto no disco, quanto nos shows. A legião de fans brasilienses que não perde um show já conferiu aos Bois de Gerião à condição de ser uma das bandas da nova cena musical com maior repercussão junto ao público roqueiro da cidade – a Capital do Rock. Hits empolgantes e radiofônicos, com letras diretas, falando do cotidiano da juventude urbana, como ‘Dia de sábado’, apenas para citar um deles, tem potencial de, além do público já conquistado, levantar e botar para dançar um estádio de futebol, em qualquer ponto do Brasil.
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