|
|
|
1° Festival PROTONS Dia 1
"Cadê os Pelebróis? Não sei!" Nove da manhã e os dois Brunos vão ao encontro dos Pelebrothers do Pelebrói Não Sei. Eles vieram de Curitiba, passaram um dia inteiro no ônibus, e não deveriam estar lá muito a fim de papo! Não sabíamos como iríamos reconhecê-los, e pensamos em cantarolar algumas canções da banda na frente do ônibus! Mas a identificação foi sintomática, afinal, roqueiro que é roqueiro, é roqueiro à primeira vista para qualquer roqueiro! O primeiro a descer foi Dee Diedrich, o vocalista que ficou conhecido como "Oneide". Depois vieram Paulo, baixista e fanático pelo ABBA, Joca, guitarrista que possui o bigode mais sexy de toda a costa sul, e Gulherme Cavalcanti, baterista e, para a surpresa de todos, primo distante de Bruno Cavalcanti. Depois de levarmos os quatro rapazes às luxuosas instalações do SESC, perguntamos o que queriam fazer. Paulo disse que queria ver o presidente, e Joca, um pouco mais humilde, disse que queria comprar corda para a guitarra. Bruno Rocker atendeu prontamente o pedido de Joca, enquanto o de Paulo, seria (quase!) atendido na noite daquele mesmo dia. Patrício havia sido atacado por um enxame de abelhas no estacionamento do seu trabalho - fato comum na vida do rapaz - que acabou atrasando um pouco a conclusão do banner para o show, que só ficou pronto no segundo dia. Ele chegou acompanhado com Bruno C. no local do show por volta das duas e meia da tarde, enquanto Diedrich e Nenê Altro tomavam um revigorante banho de piscina nas luxuosas instalações do SESC, que incluía, entre outras mordomias, churrasco de picanha. Estava tudo pronto para o início das atividades roqueiras no SESC, mas um problema de última hora com o misterioso conjunto de rock Vernon Walters acabou atrasando o show em uns vinte minutos. Então, às 16:30 da tarde, sobe ao palco os meninos sapecas do Rockacola... Rockacola *Bruno Cavalcanti: "O primeiro choque positivo do festival foi Olavo sem a guitarra, que parecia um híbrido de Elvis, Hulk (Kaes Vadius) e Kevin Bacon ("Footloose"). Olavo estava possesso, estado mental que como poucos rockers tem a felicidade de alcançar. Os outros três fizeram seu serviço com segurança, mas - me perdoem - Olavo roubou a festa naquele show! Ao meu lado estava Fernando Rosa que não parava quieto, cantarolando todas as músicas da banda. Do outro lado estavam os Pelebrothers, que se impressionavam com o feeling do rapaz. À minha frente estava um fotógrafo e jornalista, que não parava quieto um só minuto, e não sabia se tirava fotos, tragava seu cigarro ou dava socos no ar de empolgação. E atrás de mim ... <censurado>" *Marcel Ianuck: "A primeira atração a subir no palco foi o Rockacola. Olavo, Bruno, Diego e Guigo pegaram o público ainda entrando no show, mas tiveram uma postura muito profissional, tocando com todo o feeling de sempre. Olavo largou a guitarra e ficou apenas com a função de cantar e entreter o público com a sua presença de palco impar. O publico não reagiu muito pois ainda estavam entrando no show e no clima do festival. Porém, o Rockacola deixou uma impressão legal, principalmente para as bandas de fora que comentaram comigo ter gostado do show deles." *Pedro Brandt: "Nada melhor do que começar o festival em grande estilo, o que foi tarefa fácil para a Rockacola. A apresentação do quarteto só não foi melhor devido aos constantes problemas no equipamento de som, o microfone do Olavo, por exemplo, estava um pouco baixo, assim como o baixo do Diego. O show dos rapazes apresentou algumas novidades, e Olavo, agora só vocalista, acrescentou uma dose extra de carisma a sua performance. Cantou, dançou, pulou, fumou, o menino estava descontrolado em cima do palco! Eles abriram o set com uma música nova, "Casa do Patrício", inspirada nas famosas festas PROTONS, na seqüência, músicas mais antigas do repertório como "Se você Mandasse um Beijo" e "Cadillac". Destaque também para a versão de "You won´t See Me", dos Beatles. A reação do público a princípio não foi das melhores. O pessoal estava afastado do palco, a contemplar meio sem entender o som dos caras. Mas não precisou de muito tempo para o quadro se reverter; depois de algumas canções, o auditório estava cheio e para minha surpresa, tinha muita gente que sabia cantar as músicas da banda. A apresentação foi curta, pouco mais de 10 minutos, mas foi o suficiente para instigar a galera. À propósito, o Rockacola prometeu ainda para este mês o lançamento de seu primeiro cd-demo oficial." Pulso *Bruno Cavalcanti: "... não existiram pois no momento do show do Pulso ele precisou se dirigir à entrada para recolher os ingressos vendidos com profissionalismo pelo senhor Alvaro (pai do Alvaro da PROTONS) que estava no caixa, e com a Sara, superintendente do departamento pessoal da PROTONS, acolhemos os que pagaram, espancamos os que queriam burlar e dopamos os que queriam se descabelar..." *Marcel Ianuck: "... e depois veio a banda dos patrões da Protons: o Pulso de Álvaro e Bianca. Não sei se é por estarem por trás da produção, e por isso muito atarefados, mas os dois estavam meio off do show, principalmente Álvaro. Bianca estava meio gripada mas manteve o pique durante todo o show. O público não deu muita bola para esses detalhes que só um crítico consegue ver, e se divertiram a valer com as músicas já conhecidas do quarteto (que ainda tem Ana e Beta na formação) e uns covers legais como Team Drescher e Descendents. Tá, faltou "Angelfuck" do Misfits, mas a gente perdoa! Outra curiosidade era um fotógrafo doidão que começou a dar as caras no show do Pulso. Ele, trajando uma bela calça de couro bem glam rock e uma camiseta regata, tirava fotos da baterista Beta e ficava fazendo biquinhos, caras de mal, levantando os pulsos fechados ou fazendo o símbolo do metal satânico. Uma figura que divertiu bastante a galera da primeira fila além do roadie Phú, que não conseguia parar de rir das presepadas do nosso herói." Gramofocas *Bruno Cavalcanti: "Novamente não houveram impressões minhas, pois continuava na portaria distribuindo beijos, sopapos e balas de mel..." *Marcel Ianuck: "Logo em seguida vieram os queridinhos do selo: os Gramofocas. Eu estava realmente esperando um grande show devido ao público que se aglomerou para vê-los, incluindo duas menininhas que fizeram duas camisas, tipo baby look, com uma foto dos moçoilos. Coisa de fã mesmo! Eles não decepcionaram os fãs e fizeram um dos melhores shows do dia. E olha que para uma banda que tem tocado tanto por aqui, é difícil fazer sempre um show diferente, mas os rapazes fizeram o que podemos chamar de entreterimento puro! Eles tomaram cerveja no meio de uma das músicas, fizeram passinhos e coreografias durante as músicas, fizeram todos cantarem os seus refrões grudentos, enfim, roubaram a cena! Depois dos seus sucessos, alguns covers como Cascavelletes e Jerry Lee Lewis. Eles chamaram o vocal (e figuraça!) do Pelebroi não sei? e mandaram ver num cover de "KKK took my baby away" do Ramones. E para fechar com chave de ouro, fizeram todos os presentes praticarem uma coreografia tipo de aeróbica enquanto executavam o cover "Nellie the Ellephant" do Toy Dollz." *Pedro Brandt "Os Gramofocas mais uma vez mandaram um puta show! Os fãs da banda são cada vez mais numerosos (principalmente gurias) e ajudam a aumentar o coro durante as músicas do trio. Entre um gole de cerveja aqui e outro acolá, duas covers dos fantásticos Cascavelletes. Além de algumas canções da consagrada fita-demo "Amor, Cerveja e Sessão da Tarde", os rapazes ainda mandaram "Sempre que Eu fico Feliz Eu Bebo", "Vem, Bem (Vamos pro Rodeio)" e "The KKK took My Baby Away", dos Ramones (momento de êxtase tanto no palco quanto no público) com a participação do Oneide do Pelebrói não Sei. Se você gosta de Los Increíbles Gramofocas, fique ligado, pois o desde já clássico disquinho deles deve sair ainda este ano." Noção de Nada *Bruno Cavalcanti: "Guigo, baterista do Rockacola, veio nos socorrer no portão. Sua presença carismática e envolvente, fez com que as meninas que estavam dando um tempo na porta entrassem em massa somente para ouvir um 'Bom show para vocês', do baterista mais irresistível da cidade." *Marcel Ianuck: "Confesso que não conhecia o som da próxima banda, o Noção de Nada, e fiquei achando que eles poderiam se dar mal tocando após o Gramofocas. Mas a banda, para mim, foi a grande surpresa da noite! Ao contrário do que eu pensava, eles têm alguns adeptos por aqui e souberam cativar outros não iniciados, sendo beneficiados por tocarem para um público que curte o tipo de som deles, meio Emocore, que veio ver o Dance of Days. O mais impressionante disso tudo é que o vocalista principal da banda é o baterista! Eles conversaram com o público, fizeram um show bem legal e deixaram aquela sensação de que, em breve, vão voltar e já vão contar com uma legião de fãs candangos!" Vernon Walters *Bruno Cavalcanti: "'Desculpem, coleguinhas, mas preciso ver os Vernons!' Saí da porta e fui para a frente do palco me deliciar com o som requintado da banda. Como já foi dito, por questões de horário, eles não puderam tocar no horário pré-destinado, e nos entortamos para conseguir um horário para eles, pois muitos fãs da velha guarda esperavam ansiosos por anos um show da banda. Robson (guitarra), Augusto Moralez (bateria) e Felipe Caduco (vocal) não pareciam estar muito a fim de tocar depois de todas essas complicações, apenas Frango (baixo), um rocker pulsante parecia querer passar a noite inteira sobre o palco com seu baixo manufaturado. Os primeiros segundos de "O Futuro em Suas Mãos" foram o bastante para que meus tímpanos mandassem uma intimação aos pêlos da minha nuca se eriçarem, e o sangue, meu amigo, entrou em ebulição! Me juntei ao Phú e fizemos uma faxina na frente do palco, limpando a pista de dança dos desavisados do furacão que pairava sobre o lugar. Sucessos de bilheteria como "Compre no Natal" e "Ombro Armas" fizeram com que muita gente - que nem conhecia a banda - pulasse que nem loucos! O show foi absurdamente, indesculpavelmente curto, para a tristeza e amargura dos poucos, porém, fiéis fãs da banda..." *Marcel Ianuck: "É a hora então da banda Vernon Walters. Para quem não conhece, a banda é capitaneada por Felipe Caduco e ainda conta com Frango (baixo), Robson (guitarra) e Augusto Moralez (bateria), os dois últimos também integrantes do Macakongs 2099. O V.W. não é uma banda que faz show todo fim de semana, para falar a verdade, não é uma banda que faz show todo ano, é mais uma coisa de estúdio mesmo. Mas, devido a problemas para ensaiarem e até para tocarem no dia, o show deles foi uma aparição relâmpago. O som continua aquela saudável mistura de Dead kennedys com pitadas de Lard (essa face é notada mais em estúdio que ao vivo, pois não utilizam os samplers) e as letras únicas de Felipe. O show fez a festa dos poucos fãs presentes e espantou o resto do público, que estava ali para ver outro tipo de som, e aproveitou para descansar. Aproveitando o espaço, se formou o pit mais hardcore do festival, tendo a participação mais que especial de Phú, Bruno Cavalcanti, Patrício entre outros, que não deixaram nenhuma canela sem um roxo para contar a história! Frango agitava alucinadamente, Robson fazia o seu estilo cult de ser e Augusto parecia curtir também. Já o vocalista Felipe realmente passava a impressão de não estar à vontade, limitando-se a cantar as músicas e sair do palco agradecendo timidamente a todos. Os hinos "Futuro em suas Mãos" e "Câncer no Natal" foram duas das seis músicas executadas pelo quarteto, fazendo a alegria dos fãs que sabem que esse breve momento de euforia não vai se repetir tão cedo. Ficamos agora aguardando o tão esperado CD "Talebush", pelo selo mais charmoso da cidade: PROTONS." Dance of Days *Bruno Cavalcanti: "Peguei apenas os primeiros segundos do show, já que - como todos sabem! - hardcore melódico, emocore e afins não são lá de pirar meu cabeção! Achei a banda, apesar de saltitante, bastante introspectiva e até tímida, e acho que um artifício essencial para um show mais dinâmico são os músicos, principalmente o vocalista, colocado sempre de frente para o público e olhando sempre para eles, para que o entrosamento entre público e banda seja mais eficiente. E lá estou eu de volta ao portão, até que fico sabendo que Bruno Rocker havia sido atingido por uma direita certeira do baterista dos Cabelo Duro, numa confusão na porta do tipo: 'não entra não!" - "quero entrar sim!'..." *Marcel Ianuck: "Chega a vez do tão esperado show do Dance of Days. A expectativa era grande para ver Nenê e sua trupe no palco depois do sucesso do CD “A história não tem fim”. Assim que eles começaram, já dava para sentir que a escolha da banda para ser a atração principal do dia não poderia ter sido melhor! O público estava hipnotizado, cantando todas as músicas, inclusive as do primeiro CD “5 first hits” e do split CD do Dance of Days com a banda Dominatrix. Nenê é um cara simples, até meio tímido quando fala com o público entre as músicas, mas se transforma quando começa a cantar a suas letras. Dá para sentir que o cara não está apenas “falando” e sim interpretando o que ele mesmo escreveu! Ele pula, se joga no chão, tudo de acordo com o clima da música. Também temos que destacar a performance alucinada do guitarrista Tielo que chegou inclusive a subir no bumbo da bateria para dar um dos seus pulos cinematográficos. Além disso, nosso amigo fotógrafo doidão continuava a divertir a todos com suas caras e bocas ao tirar fotos da banda, até cumprimentando Nenê no meio de uma música. Não faltaram os hits como "Suburbia", "Se essas Paredes Falassem" e "Me leve às Estrelas". Ainda tentaram levar um cover de última hora de "Here comes Your Man" do Pixies, mas ficaram no meio do caminho entre risadas da banda e do público. Aconteceram alguns imprevistos, como um defeito do amplificador da guitarra do Marcelo e a “viajada” do técnico de som Serginho, que colocou um CD para tocar quando ainda faltavam dois sons da banda, mas nada que estragasse a festa. No final apoteótico, Nenê agradece a todos os presentes e Tielo Kobain joga sua guitarra na bateria para ouvir um “Porra Tielo, meus pratos!” na seqüência, vindo do baterista Julio. Fecharam com chave de ouro o primeiro dia da maratona PROTONS."
|
|
|
|
|
|
2º dia
"São Pedro, seu sacana!" Depois do almoço bateu aquela chuva miserável, que continuou pelo início da tarde e nos preocupou bastante. Haviam algumas almas heróicas que esperavam do lado de fora o início do show mesmo sob a chuva, e um contato direto com São Pedro foi necessário para que o sol abrisse... Spectroman *Bruno Cavalcanti: "No momento do show do Spectroman, Alvaro instruiu para que eu e o Patrício a levar os rapazes do Garage Fuzz para almoçarem. Provavelmente no momento do show estávamos rodando por Brasília, tentando ensinar a eles a confusão que é se situar em Brasília..." *Marcel Ianuck: "Mesmo pegando o público ainda entrando no lugar, o Spectroman foi muito bem recebido e conseguiu fazer um bom show para um público que dançava sem parar o skapunk dos rapazes como o pessoal da primeira fila, formada quase que 100% por lindas garotinhas!" Jack Fluster *Bruno Cavalcanti: "Nesse momento estávamos almoçando e jogando conversa fora..." *Marcel Ianuck: "Em seguida veio o Jack Fluster. Não sei se foi o cansaço da viagem (eles tinham tocado no dia anterior com o Garage Fuzz em Goiânia), mas eles pareciam um pouco desanimados. O show em si foi bom como sempre, mas eu já vi shows mais legais da banda. O público, porém, cantou as músicas que estão no primeiro CD dos caras e agitou sem parar!" Bois de Gerião *Bruno Cavalcanti: "Nesse momento estávamos voltando ao show, e eu conversava com Alexandre Farofa, vocalista do Garage Fuzz, sobre a gestão política de Marta Suplicy e o estrago que o PT fez em sampa..." *Marcel Ianuck: "É a hora dos campeões de audiência, os galãs do Bois de Gerião. Nessa hora, o público presente entrou em peso na sala de show para curtir o skacore da maior promessa brasiliense dos últimos tempos! Músicas novas e antigos sucessos, como "Cifrão" e "Cocotas", foram tocados entre covers de Mutantes e do Bob Marley. Foi tudo muito bom: performance dos rapazes e interação com o público, porém a banda precisa mudar um pouco o show, trocando algumas músicas, por exemplo, tocando novas versões, ou até resgatando antigas musicas como "Geração Cara Pintada" e "SkaVelho". Um dos destaques do show foi o saxofonista Vincent agradecendo o público no meio da última música, surpreendendo a todos visto que ele sempre foi o mais calado da banda..." *Pedro Brandt: "O show do Bois de Gerião era um dos mais esperados pela galera e a espera com certeza valeu muito à pena, pois a apresentação do sexteto brasiliense foi uma das mais contagiantes do festival e a segunda colocada na categoria de pogos irados (só perdendo para os curitibanos do Pelebrói não Sei?). É incrível a presença e a segurança dos rapazes sobre o palco! Entre as dez músicas executadas, clássicos da banda como "Já é Tarde", "Cifrão" e "Duques", excelentes versões para "Virgínia" (Mutantes) e "Trenzinho Caipira" (Heitor Villa-Lobos), além do momento Jah Rastafari com "Mellow Mood" de Bob Marley. A banda aproveitou a apresentação para dar o recado, que seu cd de estréia deve estar saindo mês que vem. Felicidade não só para os integrantes do Bois de Gerião, mas para os vários fãs conquistados ao longo desses seis anos dedicados à boa música!" Prot(o) *Bruno Cavalcanti: "O primeiro show do dia que pude assistir foi o do Prot(o). Pinduca, Tharsis, Pedro Ivo e Cristóvão compõem - doa a quem doer - a melhor banda de rock da cidade! Foi um prazer ver Pinduca alucinando com sua guitarra cheia de figurinhas do Star Trek e cantando bem como sempre, Pedro Ivo, com sua linguinha clássica enquanto dançava com seu contrabaixo, Cristóvão completamente envolvido com sua bateria dando as viradas mais cults do show, e Tharsis introspectivo e sério com sua guitarra. O baixo de Pedro Ivo estava baixo (não é um trocadilho!), e demorou até que sua máquina possante entrasse no esquema certo. Lá pelas tantas, os óculos de Pinduca caem no chão, e o rapaz continua o show sem eles, um pouco mais desinibido..." *Marcel Ianuck: "Na minha visão, o único equívoco na escalação do festival foi colocar o Prot(o) para tocar na hora em que tocaram. O som dos rapazes é muito bem feito e profissional, tem um público fiel que cresce a cada dia, porém, não compartilha muitos fãs com as bandas do dia pois eles fazem um rock mais elaborado para, digamos, um público mais sério. Sendo assim, algumas pessoas aproveitaram o seu show para descansar e outras ficaram apenas observando. Alheios a isso, Pinduca e sua turma fizeram o que fazem melhor, tocar aquele rock vigoroso e direto que só eles mesmo fazem por aqui. Os pontos altos do show foram a música "Eletroacústica" e a boa performance de Pinduca que, mesmo sem se mexer ou pular, sabe como um frontman deve se postar diante o público." *Brandt: "O Prot(o) tinha tudo para ser a zebra do festival, devido ao fato do som da banda se destoar das demais participantes do evento. Mas para minha surpresa, durante a apresentação da banda, o auditório estava bem cheio e é bem verdade que muita gente compareceu quase que exclusivamente para ver o quarteto brasiliense! O show foi como de costume, excelente! Dos sucessos das primeiras demos aos novos hits como "O que Eu procuro Está em Mim" e "Encarando a Face do Mal", à versão para "Terceira Guerra" (que quase já pode ser considerada uma música da banda), muitas melodias e guitarras criativas, que eu espero que inspirem positivamente as novas gerações que tiveram no Festival PROTONS a primeira oportunidade de ir a um show no Sesc." Pelebrói não Sei *Bruno Cavalcanti: "Tínhamos bastante receio de como a galera iria se portar no show dos Pelebrothers. Mas Dieetrich já subiu ao palco com toda a intimidade de um roqueiro sulista, e conquistou de cara a simpatia do público. Ele disse que a cada música que a galera aplaudisse, ele jogaria um cd 'de avanço'. O show começou com "Não dá Nada", e depois alguns hits rolaram, como "Velhos Dias", "O Funil" (dos Limbonautas) e "Minha Dor de Dente é Você". Ele rebolou, incorporou o Iggy Pop, se banhou e banhou todo mundo de cerveja, e até vomitou ao lado da bateria! Um show espetacular, que impressionou muita gente, inclusive pessoas importantes que pensam em trazê-los de volta à cidade em breve..." *Marcel Ianuck: "Depois vieram os doidos do Pelebroi Não Sei?, uma banda que não tinha tantos adeptos por aqui mas que conseguiu conquistar vários depois deste verdadeiro espetáculo! O vocalista, um verdadeiro showman, fez de tudo para conquistar os presentes; bebia latas e latas de cerveja e jogava outras no pessoal da banda e no público, distribuiu CDs em troca de aplausos, cantava todas as garotas presentes, rasgou a sua própria blusa e até bebeu cerveja no chão! Isso tudo com o ótimo drunk punk rock and roll deles como trilha sonora insana para suas performances alucinadas! O baixista, com uma cara de oi-mãe-acabei-de-sair-do-hospicio, e o guitarrista e seu bigode estiloso também merecem destaques com performances tresloucadas. Ponto alto do show foi a participação de Paulo do Gramofocas, que foi chamado ao palco pelo vocalista, com a desculpa de que na banda não havia ninguém bonito para chamar a atenção das gatinhas, para tocar o hino "Beat on the Brat" do Ramones. Um showzaço, com certeza!" Garage Fuzz *Bruno Cavalcanti: "Para a porta outra vez!..." *Marcel Ianuck: "Assim como o Dance of Days no primeiro dia, o Garage Fuzz mostrou que não estava ali por acaso. Uma das bandas underground mais profissionais que eu já vi, fizeram um show muito bom, mesmo com problemas iniciais com as ferragens de bateria e uma corda de guitarra quebrada no meio do set. Divulgando músicas do seu último CD “3500 Days Alive”, Farofa e sua turma foram recebidos como deveriam: como uma das grandes bandas de hardcore ainda na ativa, depois de tantos anos de estrada. O troféu tiete da noite foi para o baterista Augusto Moralez (Vernon Walters/Macakongs 2099) que subiu no palco para tirar fotos com seus ídolos! Os caras tocaram músicas de todos os CDs, dando ênfase aos últimos lançamentos. Mas eles levavam a galera ao delírio mesmo quando executavam músicas do primeiro (e fora de catálogo) CD "Relax in your favorite chair" como "It’s Funny". Um show impecável que já deixa saudades dos presentes. Esse foi o festival em comemoração ao primeiro ano da PROTONS mas quem ganhou um presentão foi o público brasiliense. Parabéns ao Álvaro, Bianca e Bruno pela iniciativa, e a todos que, de uma forma ou de outra, colaboram com a empreitada. Muitos anos de vida!"
|
|
|
|
:: www.protons.com.br :: protons@protons.com.br :: cx. postal 2095 - brasilia DF - 70259-970 - brasil ::