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11ª Noite Senhor F 09/08/02 - Os Capotones, MQN, Prot(o) e Wry no Gates por Pedro Brandt
A mais recente edição das noites Sr. F foi a mais atípica até agora. Primeiro porque aconteceu numa sexta-feira e não no sábado como já é de costume, e segundo porque o Gate´s Pub, famoso por ficar insuportavelmente cheio durante as Noites Sr. F, recebeu um número bem menor de pessoas do que o habitual, o que foi muito bom, pois era possível se locomover e respirar tranqüilamente. Bem, quem não foi perdeu, pois essa foi uma das melhores edições do evento, pelas bandas e pelo fato da casa não estar lotada. Quando os Capotones foram escalados para abrir a Noite, muita gente fez cara feia, reclamou e alguns até boicotaram o evento por causa da banda. Besteira! Este show foi o melhor dos Capotones até agora! Os caras estão bem entrosados, com um repertório próprio bacana e crescendo a cada apresentação. Seu psychobilly tem tudo o que manda a cartilha, empolgantes instrumentais, letras sacanas, covers dos mestres (Sonics e Reverend Horton Heat), presença de palco... Para a apresentação ficar melhor ainda, seria legal fazer menos interrupções, juntar uma música atrás da outra num gás só. Ah, e o guitarrista Rafael Lobo precisa soltar mais a voz, pois quando ele canta não se entende muita coisa. Destaque para Rodrigo Pinto que manda muito bem na bateria. O MQN veio em seguida e pra quem conhece o show da banda, sabe que os goianos não tem mostrado muitas novidades em seu set list ultimamente. Mas alguém se importa com isso?! A banda toca com tanto tesão que o repertório acaba ficando em segundo plano. A apresentação dos caras foi ótima, curta e energética, CJ como sempre fazendo um excelente trabalho guitarrístico, Miranda maltratando seu kit com competência e sem a menor dó (no final do show o cara detonou a caixa e jogou-a longe!), Fabrício Nobre exercitando seu carisma de frontman e George somente sendo um dos baixistas mais estilosos do centro-oeste. Desde as Super Noites Sr. F que o Prot(o) não subia num palco (sem contar o showzinho acústico que rolou no Café Com Letras), deixando muita gente com saudades. O quarteto terminou recentemente de gravar as músicas de seu primeiro cd, que entrará em breve em fase de produção. É desnecessário dizer que o show foi ótimo. Cristóvão em particular me chamou a atenção nesse show, ele estava mandando bem demais, tocando com as baquetas de cabeça para baixo e utilizando apenas um tom na bateria. As canções desta vez foram executadas um pouquinho mais rápidas do que o normal, dando um gás incrível à apresentação. Alguns probleminhas com o equipamento de som e com a afinação dos instrumentos fizeram com que o show tivesse que ser interrompido duas vezes. Na segunda interrupção, enquanto Cristóvão ajeitava a bateria, Tharsis e Pinduca levaram discretamente "Lucifer Sam", do Pink Floyd. Será que algum dia eles pretendem tocar essa música nos shows? Por favor!!! "Helmut, o robô" encerrou a apresentação, que bem que merecia bis. Corria o boato que o Wry talvez não fizesse show aquela noite. A banda deveria ter chegado em Brasília no começo da noite, mas como tiveram uma série de problemas (van irregular, motorista sem permissão para conduzir tal veículo...) durante o trajeto de São Paulo até aqui, ninguém tinha certeza se a banda chegaria à cidade ou não. Mas lá pela uma da manhã os sorocabanos apareceram e com pique de sobra para se apresentar, nem parecia que tinham ficado mais de vinte horas na estrada. Prepararam seus equipamentos e começaram uma das melhores performances que o Gate´s Pub já presenciou. Mário Bross é um excelente frontman (no sentido Peter Perret do termo!), enchendo de carisma a apresentação, Chokito, o baixista é a perfeita encarnação de Jean-Paul Basquiat. Renato Bizar faz jus ao nome, o cara parece um Hannibal Lectar anfetaminado! E como toca bateria! Canta junto todas as músicas, uma das performances mais psicopatas que um baterista pode ter! Lu completa a banda e junto com Mário se encarrega do eficiente trabalho de guitarras. O show começou com "77:00", uma das melhores músicas do ótimo cd Heart-Experience. O set list da noite foi calcado no disco, mas também rolaram canções novas ("Sabrina", "Speedfreak"), além de um cover para "Red Eyes & Tears", do Black Rebel Motorcycle Club. O som durante a apresentação deixou a desejar, mas não comprometeu, principalmente porque a presença da banda no palco é hipnotisante. As músicas do Wry são muito boas e seus shows contagiantes, então não ache estranho se daqui a algum tempo, a nova coqueluche do underground de Londres (a banda está vivendo lá) seja um certo quarteto oriundo de Sorocaba...
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