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15ª Realize suas fantasias 07/09/02 - Complot, Megafone, Lo-Fi, Gramofocas e Mentes Póstumas no Centro Comunitário da UnB por Pedro Brandt
A 15ª "Realize suas fantasias", organizada pelos calouros do curso de comunicação da UnB, aconteceu no Centro Comunitário da universidade. Dividida em dois ambientes, som mecânico e palco para bandas, a festa contou com vários djs tocando dos mais diversos estilos musicais e cinco bandas da cidade. Foi muito legal boa parte do público ter entrado no clima da festa e ter comparecido trajando alguma fantasia. Podia-se ver desde fantasias simples, como guarda-costas e médico até personagens de filmes muito bem caracterizados. Os dois ambientes da festa se encontravam em lados opostos do Centro Comunitário fazendo com que as bandas pudessem tocar ao mesmos tempo em que os djs botavam a galera para dançar, sem que o som de um atrapalhasse o do outro. A primeira banda a se apresentar foi a Complot, banda basicamente de covers. Os caras até que tocam bem, mas não convenceram com seu repertório nada original composto de entre outros, Ramones, Plebe Rude, Green Day, Pink Floyd e até (pasmem!) Bonde do Tigrão. Não serviu nada como prato de entrada e só deve ter agradado uma dúzia de amigos, que provavelmente contam nos dedos as bandas de rock que conhecem. Na seqüência veio aquela que seria a melhor apresentação da noite, o Megafone. O som durante a apresentação do quarteto estava muito bom, pelo menos para quem assistia, pois o vocalista Luc Albano (fantasiado de cafajeste), reclamou algumas vezes de retorno no palco. O set da banda foi curto como de costume, mas é com doses homeopáticas que a banda está conquistando admiradores. Com um ótimo baterista, Beto, um par de guitarristas convincente, Luc e Fábio e um baixo consistente empunhado por Laura, a banda vem com suas excelentes músicas se destacando aos poucos na cena local. A banda sempre toca uma cover no final de seus shows e desta vez mandaram ver com "Metal Guru" do T-Rex. Um detalhe tornou a apresentação única: um sujeito que corria de um lado para o outro do palco pulando e fazendo movimentos de kung-fu, se curtindo muito em seu mundinho particular. Show de bola, o menino! O quarteto Lo-Fi, que conta com Daniel e Gustavo do site Cheirando Cola, veio em seguida. Os rapazes que fazem um som com influências do pós-punk 70/80 (Rolou até cover de "Transmission" do Joy Division) e do guitar rock 80/90, fizeram um show energético na medida certa, com bastante distorção de guitarra e linhas de baixo e bateria competentes. Porém o vocalista, apesar de boa presença de palco, ainda precisa de prática para que as letras fiquem mais claras para público. Talvez a apresentação tenha sido longa demais para quem não curte a proposta da banda, pois com exceção dos amigos, a reação dos presentes foi meio apática. O show dos Gramofocas foi repleto de covers (tocaram apenas quatro composições próprias), mas ao contrário da banda que abriu a noite, o trio tem estilo para conduzir suas versões. O som durante a apresentação da banda deixou a desejar, mas mesmo assim conseguiu animar a galera. O set list da noite contou com dez covers, entre elas algumas já conhecidas dos shows dos Gramofocas como Leo Jaime, Rednecks, Cascavelletes e Ramones (com Olavo "Joey Ramone" Perigoso do Rockacola no vocal) e outras novas como Buddy Holly e Roupa Nova, além de algumas que eles não tocavam fazia muito tempo como "Dá pra mim" do Polegar. Mas o destaque do show foram com certeza as fantasias dos moços: Amigo Punk de Michael Graves (Misfits), Paulo de Mike Muir (Suicidal Tendencies) e Pedro de Kiko, (ele mesmo, o filho da Dona Florinda), a melhor fantasia da festa. Já eram umas quatro da matina quando o Mentes Póstumas subiu ao palco. Nessa hora quem ainda não tinha ido embora, estava no ambiente da música mecânica. Então o show do Mentes foi assistido por pouquíssimas pessoas. Mesmo tocando para poucos, a banda mandou muito bem. Pra quem não conhece a banda, eles navegam na praia do pós-punk e do gótigo dos anos 80 e guitar bands dos anos 80/90, com letras cantadas em português, muita distorção, efeitos de guitarra e alguns hits em potencial. Outra festa muito boa que acontece no Centro Comunitário da Unb, mas mais uma vez fica aqui a reclamação quanto a pontualidade. Para quem quer ver a apresentação de todas as bandas e mesmo para quem vai tocar é muito cansativo esperar até as quatro, cinco da manhã. Os organizadores dos próximos eventos tem que pelo menos tentar ser mais ágeis e mais pontuais.
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