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A Grande Farsa do Rock 'N' Roll 27/09/02 - Bandarra, Beto Só e os Solitários Incríveis, Vitrine, Colisão de Idéias, Lo-Fi e Provisório Heisel no Centro Comunitário da UnB. por Pedro Brandt
Numa sexta-feira à noite sem muito o que fazer, um show por apenas R$ 1,99 parecia algo atraente. Com um preço tão em conta, imaginei que o local fosse estar cheio; mero engano, poucas pessoas compareceram ao evento. Se por um lado a entrada era barata, o preço das bebidas não estava nada camarada, a cerveja custava R$ 2,00 e o refrigerante e a água R$ 1,50. Quando cheguei ao Centro Comunitário da UnB lá pelas 23:00, a primeira banda que se apresentou, a Bandarra já estava terminando sua apresentação. O Bandarra, a primeira banda a se apresentar, pegou um público diminuto, mas mesmo assim não desanimou. A banda não tem bons instrumentistas e uma pegada pop de fazer inveja a muita gente! O vocalista tem uma boa voz, e junto com o teclado bem colocado, conseguiram fazer aquelas poucas pessoas dançarem com a mistura de Rock Brasília anos 80 e pós-punk. (por Bruno Cavalcanti) Beto Só e os Solitários Incríveis fechariam a noite, porém foram a segunda banda a se apresentar. A apresentação da banda foi boa, como não poderia deixar de ser, mas sem o mesmo feeling da última vez que eu vi o quarteto no Cyber Café, foi um show meio que com cara de ensaio. O pequeno público que não estava muito animado, depois deste show foi ficando cada vez menor. Na seqüência veio a banda Vitrine com um insosso punk rock oitentista na linha Plebe Rude. "Too little, too late"- disse um amigo meu, definindo muito bem a proposta da banda. Os poucos presentes durante o show da banda não esboçavam o menor interesse em assistir o trio, que fez uma apresentação longa demais, testando a resistência do público. Logo depois foi a vez do Colisão de Idéias. O mais interessante dessa banda é que eles parecem verdadeiros representantes do rock candando dos anos 80, da mesma safra do Aborto Elétrico. Mas isso é tudo o que a banda tem pra mostrar, pois o que os caras fazem é anti-música, mal tocada e mau cantada. Por que uma banda que tem uma postura "engajada", com letras políticas insiste em fazer um som tão ruim? A banda não consegue atingir ninguém dessa forma e nem tão pouco passar sua mensagem. O vocalista Clayton Dante entra em contradição xingando o Provisório Heisel e logo depois dizendo que é só brincadeira. E pra completar ainda manda a pérola, "Vocês são uns merdas, assim como eu sou um merda". Pobrezinho do rude plebeu, nasceu na geração errada onde ninguém mais consegue revolucionar o mundo com suas guitarras e palavras de protesto! Mas talvez tudo isso não passe de teatro do moço, da tal da farsa do Rock 'N' Roll e eu não entendi a coisa direito... A apresentação do Lo-Fi foi prejudicada por problemas com o som, a guitarra passou boa parte do show inaudível. Os rapazes até que estavam animados durante a apresentação, mas o público se mostrava cansado e apático perante a proposta da banda. Alguns poucos guerreiros resistiram até o fim do show do Provisório Heisel. A banda mesmo sem ter ensaiado para a apresentação, não fez feio apesar da bateria insistia em desmontar toda hora. Mas o momento não era nem um pouco apropriado para o som do trio, que toca longas e soporífera composições. No final das contas o título do show não era lá tão irônico assim.
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