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Rock Horror Show 19/10/02 - Emochips, Pulso, Capotones, PUS, Os Pioneiros da Borracha, Gramofocas e Móveis Coloniais de Acaju no CEDEC por Bruno Cavalcanti Já aconteceram uma porção de festas rockers à fantasia nos últimos dias, mas infelizmente eu não pude ir a nenhuma. Esta foi a primeira, e achei um sucesso! Muito provavelmente havia 400 pessoas ali, e mais de cem fantasiadas. Havia fantasia para todos os gostos, e nesse momento que eu percebo o quanto os homens se aproveitam desses momentos para saciar um fetiche seu, o de se vestir de mulher... A primeira banda a tocar foi o Emochips, que está se esforçando para conquistar seu espaço. Foi a banda menos produzida em fantasias, e quando tocou, o local ainda estava vazio. O show foi basicamente o mesmo, o pessoal bastante tímido e o som dissonante que atrapalhava tudo. Já fazia um bom tempo que o Pulso não tocava na cidade e este show serviu para saciar os mais saudosos. O som não estava ideal durante a curta apresentação do quarteto e apesar de estarem todos devidamente fantasiados, Bianca de surfista calhorda, Roberta de bebê, Ana de centro-avante do Atlético Mineiro e Alvaro de gostosa, o clima em cima do palco não era de carnaval. Fora músicas de seu elogiado EP de estréia, a banda tocou "Sem Controle" da primeira fita demo e as covers "Don´t open ´til doomsday" dos Misfits e o hino "Girls just wanna have fun" da Cindy Lauper. O público reagiu apenas mornamente ao show. (Pedro Brandt) Os Capotones fizeram um show excelente, as fantasias estavam maravilhosas e o instrumental estava muito bom, por culpa dos músicos e do equipamento de som. O único problema, que foi grande, foi os vocais que estavam inaudíveis. O estranho é que nos shows anteriores e posteriores o vocal estava bom, mas o som dos instrumentos estava horrível. Parece que para arrumar uma coisa, precisou desarrumar outra. Tambores, Batidas Eletrônicas, Rock, Libido... tudo exagerado. Isso é o PUS, folclórica banda de Ronany, de volta a ativa, retomando exatamente de onde parou; da mistura tribal-eletrônico-metal do disco Presets. A nova banda é, no mínimo, peculiar. Na bateria, Caio (se não me engano ex-Dark Avenger) garante o peso castigando o seu kit, lembrando até o antigo batera da banda, Rodrigão. O percussionista, que não me lembro o nome, faz o seu papel com competência e o seu visual é excelente, meio Slipknot sem grana. A baixista, vinda do extinto Rarabichuebas, é uma das melhores de Brasília, além de deixar os marmanjos babando pelo seu shortinho sensual (podem tirar o cavalinho da chuva pessoal, ela é casada!). Nas 6 cordas temos uma mistura de Dimebag do Pantera (pelos solos Heavy Metal cheio de alavancadas histéricas e pelas caras de bocas de malvado) com uma pitada de Malmsteen (pela vontade de impressionar pela velocidade das suas escalas). Já na linha de frente o contraste total: a doçura do vocal suave, mesmo que nervoso em poucos momentos, de Débora, e a loucura transcendental do mito Ronany. Quem conhece a banda desde os primórdios, em que era uma banda de Black Death Metal e tinha Simone Death (atual Syang) na guitarra, assim como esse que vos escreve, se deliciou com as novas versões de clássico como "Mosh", com uma levada meio techno tribal. O show ficou mais concentrado no último CD e músicas como "Seu Verino" (crássica!!), "Again" (com direito a palhinha de Phú nos vocais) e o cover de "Desempregado" do Detrito Federal para a rapaziada das raves lembrar dos seus tempos de punk. O público não entendeu bem, mas muitos ficaram hipnotizados com a banda, principalmente a performance teatral de Ronany, fazendo Rafael Manson, seu fã numero um, chegar às lágrimas. Foi um show meio deslocado em relação as outras bandas da noite, mas quem não viu perdeu! (por Marcel Ianuck) O som durante a apresentação dos Pioneiros da Borracha estava muito bom, talvez o melhor da noite. O repertório do show não mostrou nada de novo, até a cover foi a tradicional, "No macio, no gostoso" dos campineiros Astromato. O que mais chamou atenção foi a ausência da backing vocal Joana (dizem as más línguas que ela fugiu com o Amigo Punk do Gramofocas para Porto Seguro...), deixando a tarefa de cantar para a princesa do baile Gabi e o Seu Madruga Wesley. O publico também não foi lá muito caloroso com a banda, pois apesar dos aplausos, transparecia que a galera não estava curtindo muito o pop dos Pioneiros. (Pedro Brandt) Os Gramofocas foi um momento ímpar. Paulo Rocker vestido de freira com uma saia pra lá de curta, Pedro vestido de empregada e, substituindo Amigo Punk que se encontra em viagem de trabalho, Guigo, o baterista do Rockacola, vestido de líder de torcida de futebol americano! Desde a peruca channel ao sapatinho, ele estava uma belezinha! Sua pegada forte fez uma diferença imensa no som da banda, deixando a apresentação muito mais porrada. Lá pelas tantas, uma briga de gangue fez com que o pau comece geral, e o show dos Gramofocas foi meio que interrompido. A partir daí fui embora, e não pude conferir o Móveis Coloniais de Acaju. Fazer o que, né? É a vida...
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