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Curtindo o Evento II 15/11/02 - Mr. Fox, Idéia, Di Boresti, Dharma e Emochips no First Cyber Café por Marcel Ianuck O First Cyber Café é um lugar legal, porém acho que ainda não tem estrutura suficiente para um show de rock com um público razoável, ou então os produtores não acreditaram que fosse encher tanto o local. Normalmente, ir a um show de rock cheio de pessoas, incluindo belas garotas, seria mais do que agradável porém esse fato transformou o local em uma sauna. Era uma tarefa ingrata ficar mais de 15 minutos no andar do show sem descer para pegar um ar ou tomar uma biritinha no bar. Talvez fosse uma estratégia de marketing do pessoal da casa. Pelo menos o som que a produção do show arrumou estava razoável, ao contrário de outros shows que vi por ali. Confesso que nunca tinha ouvido falar no Mr. Fox porém me foi uma grata surpresa. A banda toca um punk rock a lá Green Day cantado em português. O vocalista canta bem e agita bastante, o batera espanca o kit sem dó e o baixista faz o tipo discreto. As suas músicas agradaram o público, assim como os covers do já citado Green Day e do Blink 182. Tenho a impressão que ainda vou ouvir falar muito nessa banda pela cidade. A banda seguinte chama-se Idéia, uma idéia infeliz de quem pensou em um nome tão simples e tão pouco rock como esse. Comecei a entender o porque quando começou o show dos caras. Todos da banda são bons instrumentistas porém eles parecem peixes fora d’água. Fazendo um rock pop óbvio e sem pegada, conseguiram agradar apenas os amigos presentes. Até porque a música mais rock que eles tocaram foi o cover mais óbvio do Blink 182, a música "All the small things". Quem conseguiu resistir ao calor ainda teve que ouvir o tema da soap opera Malhação de autoria do Charlie Brown Jr. e uma das músicas do novo disco do Capital Inicial. Os próximos a entrarem na sauna foram os caras do Di Boresti. Eles sim fazem um rock pop com inclusões de punk rock e skacore, com pegada e sem soar forçado. O vocalista Roney tem uma boa presença de palco e sabe se comunicar com a platéia nas horas certas. Outro que está mandando bem é o baterista Samuel e sua pegada firme e suingada. Destaque para as músicas "Pagando pra ver" e "Skalango Velho". O calor insuportável e a falta de ar circulando no recinto me impediu de ver os dois shows seguintes, das bandas Dharma e principalmente do Emochips, o qual estava ansioso para ver. A iniciativa, tanto dos produtores quanto da casa, é mais do que louvável, porém, sem uma estrutura legal, fica difícil fazer um show legal para mais de 30 pessoas sem que o ambiente fique insuportavelmente quente e abafado. Fica pra próxima então.
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