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Hey Punk Rockers!!! 22/11/02 - Roshambô, Contra-Tempo, MF5, Dharma, Os Pioneiros da Borracha, Fragmento, 16kcal e Jack Fluster no First Cyber Café. por Alvaro Dutra O show que marcou o lançamento da edição # 5 do Kitty zine foi organizado pelas mesmas meninas que fazem o zine que, diga-se de passagem, foi distribuído gratuitamente para todos os presentes. Chegamos no First Cyber Café lá pelas 22 horas, mas o show ainda não tinha começado devido a um problema com o equipamento de som. Nada demais. Foi bom pra botar a fofoca em dia antes do rock começar. Aproveitei pra conversar com os responsáveis pelo local que se mostraram bem simpáticos e atenciosos. E o melhor de tudo é que eles não têm aquele preconceito com roqueiros comum em donos de casas de shows. Eu, particularmente acho o First um ótimo lugar para show de pequeno porte. É verdade que o lugar é pequeno e que quando enche fica quase impossível respirar, mas é ótimo para bandas que estão começando e conseqüentemente não tem tanto publico, fazerem um show mais caloroso. Quem abriu a noite foi Roshambô. Eles já deviam estar no palco à horas tentando fazer o show começar, pois dava pra ver todos eles estavam uma pilha de nervos. O som ainda não estava 100%. Uma das guitarras só foi aparecer lá pela metade do show. Agora, quem pareceu mais estressado foi o baterista, mas ele soube usar isso à seu favor pois tocou muito bem, mostrando arranjos criativos e uma pegada forte. Passeando pelo hardcore emo, a banda se mostrou bem legal, só precisa relaxar e aceitar que em show de rock nunca fica tudo certinho. Destaque para "Everything's Going Wrong" que algumas pessoas da platéia cantavam junto, mesmo que discretamente. Contra-Tempo pareceu ser uma banda nova. Bom, este é o primeiro show que tenho a chance de ver. Eles fazem um som meio emo, meio sXe que mostra umas (pequenas) influências de Dance of Days e Colligere. Eles estavam muito tímidos, mas aos poucos foram se soltando, afinal, estavam entre amigos que não poupavam comentários entre uma música e outra. Só achei que as músicas têm muito instrumental e pouco vocal, coisa comum quando o vocalista toca um instrumento, mas como no caso o cara é só vocal, o show não fluiu como poderia. Só pra ter uam idéia, a música que tem mais vocal e que realmente se mostrou mais bem estruturada foi a que mais teve resposta do publico, lógico que estou falando do super-hit "Caminhos". Nunca publiquei uma resenha sobre o MF5, até porque não costumo fazer resenhas, mas sempre mandava emails gigantescos para o Kadu falando sobre o show, as músicas, a banda, etc. Tive a chance de acompanhar toda a mudança pela qual a banda passou e fico muito feliz em ver que finalmente eles estão tendo uma resposta carinhosa do público. E não podia ser diferente. Os caras são simpáticos, tocam bem, estão super ensaiados, entrosados e produzindo como nunca. As novas músicas, agora emo, são bem trabalhadas, com arranjos bem legais e melodias que funcionam muito bem ao vivo. Arnoldo, o baterista, é muito bom e chegava a ficar de pé nos momentos mais empolgantes. Eles foram o ponto alto do evento. Parecia que todos estavam lá pra vê-los. O momento surpreendente foi quando tocaram "2 Anos Incompletos" e o publico foi a loucura, dançando e cantando junto a música toda. Torço agora para que mantenham o pé no chão e a cabeça no lugar e não se percam em escolhas erradas. Dharma ficou com uma das piores posições do show. Todos que se apertaram até o show do MF5 só queriam um pouco de ar, o que fez o andar do show ficar praticamente vazio.Eles até esperaram pra ver se o pessoal subia, mas não deu. è verdade que o som que eles fazem (um pop rock que mostra aquela influência incubada de Green Day) não agradava muitos ali, e mesmo assim tinha um monte de garotas cantando as músicas em, frente ao palco. Não posso negar que eles tocam bem e que gostam do que estão fazendo, só acho que seria melhor pra eles tocar para um publico mais receptivo ao que estão fazendo (e evitar os comentários maldosos do guestbook). Aí vai minha dica: se tocarem com bandas que tem a ver com o som que fazem e que tenham um público (como Sentupé e Diborest, por exemplo) acho que não só vão se sentir mais a vontade como terão uma resposta positiva do publico. Os Pioneiros da Borracha (que pra dividir o cachê entre menos pessoas, estão levando uma backing vocal de cada vez - hehehe) também teve o problema com a falta de público e também não se incomodou nem um pouco com isso. Fizeram um show legal, tocaram "Menina do Check-In", o clássico "Wipe Out", "Foda-se o Chefe" e, principalmente, se divertiram. Quem estava mais "animado além da conta" era o baterista Cláudio. Agora, se tem uma observação fútil pra ser feita sobre eles, aí vai: o guitarrista deve ser irmão do Melvin (baixista do Leela e Carbona), eles são muito parecidos, credo! Quando chegou a vez do Fragmento, depois das duas da manhã, o ânimo já não era mais o mesmo, principalmente do frontman Valadão. Ele estava com uma cara de "deixa-me dormir mais um pouco, não quero ir pra escola..." Fontes seguras afirmaram que ele estava dormindo e que foi acordado pra tocar. Esse cansaço refletiu no desempenho da banda, que fez seu show mais comportado até hoje. E mesmo assim, os empolgados 16kcal não pararam de agitar, chamando mais atenção que a banda. Fragmento fez um show curto, com direito à versão do Reffer para "Propósito Nenhum" do Noção de Nada, que está no 4 way split "Faces do Terceiro Mundo". Complicado né? Fecharam com "Idéias Abstratas" e deram inicio a uma pequena jam session que reunião membros do Fragmento e 16kcal tocando uma música do Noção de Nada (tá com tudo esse tal Noção de Nada). 16Kcal manteve o pique e conseguiu fazer um show animado e divertido. João e Bruno brincavam com suas guitarras enquanto Rodrigo se infiltrava no publico. Este foi o ultimo show do baixista Victor e o clima de despedida pairava no ar, com direito a carregar Vitão nos braços da galera enquanto ele tentava continuar tocando. Eles tocaram músicas da demo e algumas novas. Algumas, já gravadas, estarão na coletânea do selo paulista Reação Records do Tyello do Dance of Days. Fecharam o show com "Bom Saber" cantada por 90% dos presentes. Finalmente chega a vez do Jack Fluster. Já passavam das três da manhã e o cansaço estava estampado na cara deles. Guinho, em especial, mostrava-se muito abatido e distante. Após 3 músicas, dava pra ver o quanto queriam ir embora. Começaram então à pedir sugestões para o publico sobre quais músicas deviam tocar. Isso tornou o show mais familiar, mais legal. Tocaram Jimmy Eat World e aproveitaram pra testar mais uma vez as novas canções em português. "Sei", minha preferida dentre as novas, mostrou que tem potencial pra ser o próximo hit dos rapazes. Valeu meninas Kitty! Espero que este seja o primeiro de muitos shows. Desejo sorte e prosperidade para o zine que é uma iniciativa bem legal e que preenche uma lacuna que existe na cena de Brasília. Parabéns às bandas! E principalmente parabéns ao First Cyber Café que está se firmando como um espaço para show. Torço pra que continuem abrindo espaço para as produções independentes e alternativas. Ah! Comentários sobre o show e sobre as bandas podem ser feitos no nosso guestbook (sintam-se à vontade pra criar polêmicas). Comentários gerais sobre a resenha (erros de português, informações ou nomes; reclamações, etc) mande uma email para protons@protons.com.br. E não levam tão a sério as críticas. Lembrem-se: quem sabe faz, quem não sabe resenha.
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