Clash City Rockers

Vicent e Gus

Mário Drummond

Olavo Perigoso

12ª Noite Senhor F 
Tributo à Joe Strummer

15/02/03 - Clash City Rockers no Gates Pub.

por Alvaro Dutra

Clash City Rockers, a banda tributo à Clash formada por Philippe Seabra (Plebe Rude) à alguns anos no Rio de Janeiro, ganhou sua versão brasiliense para essa Noite Senhor F especial em que Joe Strummer, vocalista e guitarrista do Clash, foi homenageado. Além de Philippe na guitarra e vocal, a banda conta com Pinduca na guitarra, Pedro Ivo no baixo (ambos do Proto), Txotxa do Beto Só e os Solitários Incríveis na bateria e Rafael guitarrista e vocalista dos Bois de Gerião que ficou escondido tocando teclado e fazendo os backing vocals. Dá pra imaginar? Philippe, um tremendo de um showman; Txotxa um dos melhores, se não o melhor, baterista de Brasília; Pinduca e Pedro Ivo, os responsáveis pela consistência do som do Proto e Rafael sendo um algo a mais? Com um time desse fica difícil esperar menos do que um ótimo show. 

Se ouvir Clash é bom, sentir as músicas pulsando em seu peito numa apresentação que só não supera o próprio Clash é necessário. "Complete Control" e "Clash City Rockers", logo no início do show, causaram espanto e emoção principalmente devido aos arrepiantes backing vocals. Mas o público só começou a reagir e interagir efetivamente em grandes hits como "I Fought the Law" e "London Calling". Mesmo não mantendo o pique em "Police and Thieves", o show estava apenas começando. E como já é de costume nas Noites Senhor F, as participações especiais não podiam faltar. A primeira ficou por conta de Gus (trompete) e Vicent (sax) dos Bois de Gerião em "Revolution Rock" e do imperceptível Gabriel, também do Bois na percussão. Tudo ia bem até o solo de Vicent. Não sei se foi só impressão, mas o sax parecia desafinado. "Spanish Bombs", "Somebody got Murdered", a maravilhosa "Tommy Gun" e "Clampdown" antecederam a segunda participação da noite. Mário Drummond, político e advogado da galera, fez uma participação vergonhosa em "Should i Stay or Should i Go". Além de cantar tão bem quanto o pedestal, ele esqueceu a letra e quase caiu em cima de Pinduca depois de um pulo empolgado, mas sem muita coordenação. Animação não faltou, mas como vocalista Mario é um excelente advogado.

"London's Burning" e "White man in Hammersmith Palais" foram os momentos mais calmos do show, diferente de quando Olavo deu um tostão de sua voz em "Brand New Cadillac". Com a energia que tem demonstrado nos últimos shows do Rockacola, ele provocou e foi provocado por um fã (de Clash) que estava na frente do palco. Um momento um tanto confuso pra quem não está por dentro das fofocas que rondam os dois. Gabriel, que havia passado despercebido, fez a última participação tocando novamente escondido atrás de Rafael em "Rock the Casbah". Se não fosse o complemento perceptível que seus tambores trouxeram à música, não notaríamos sua presença no pequeno palco do Gates que mal comportava a banda.

Após uma pequena pausa, "voltaram para o bis" (ai, ai, ai) que consistiu em "Train in Vain", "Death or Glory" e pra fechar com a mesma energia do começo "Police on my back". Pouco mais de uma hora de show fez a alegria de muita gente, especialmente a minha.

 

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