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Porão do Rock 2003 Palco 1 - Sábado, 05/07/03 Cadabra (DF) por Mr. Hankey "Eu que não tenho Pudor" foi a música que abriu o Porão do Rock 2003 depois de um grande atraso. A banda se profissionalizou muito desde sua apresentação no palco demo no ano passado. Eles mostraram-se bem à vontade no palco e mantiveram um bom diálogo com o público. O som pesado poderia ser chamado de metal se não fosse tão diversas as influências do grupo. As músicas do EP lançado pela própria banda mostram muita criatividade e coragem de fazer um som menos obvio, porem com muita qualidade. O vocalista Grilo aproveitou pra agradecer a oportunidade dada pelo festival, afinal eles nasceram e estão crescendo nos palcos do porão. Hang the Superstars (GO) por Juliana Mattos Segunda banda do Palco 1, Hang The Superstars superou as expectativas de muitos que já os conheciam de outros festivais. Com um set list que não contava com nenhuma música cover, eles foram a primeira banda de fora de Brasília a tocar no festival. O público pareceu ter gostado. Algumas pessoas dançaram e outras sabiam todas letras. Tudo bem diferente do que havia acontecido no seu último show por aqui, que, pra quem não se lembra, foi no festival Loucuras de Verão no início de fevereiro deste ano. Talvez pelo público ter sido pequeno naquele show, todos ficaram estáticos vendo a performance da banda. Já no Porão do Rock a coisa realmente mudou de figura. O sucesso das meninas também foi notório, já que o público masculino se manifestou bastante. "Guitarras mexidas, baixos saturados, riffs roubados, solos copiados, letras gritadas em um péssimo inglês, gravatas, sapatos italianos e duas garotas nos backing vocal", é assim que eles se auto-definem. E por falar em backing vocal, uma delas, Carol, está deixando a banda. No começo do ano, ela não estava presente no festival e outra garota a substituiu. Agora que ela sairá definitivamente e a mesma irá entrar em seu lugar. O motivo da saída é simplesmente "a falta de tempo", disse ela e a gente há de convir que não existe melhor chave de ouro pra fechar a participação dela na banda do que o Porão do Rock. A banda, sem dúvida, está crescendo na cena. Já abriram pro Buzzcocks e tocaram com diversas bandas nacionais bem conhecidas, como Autoramas e Vídeo Hits, por exemplo. Na lista de coisas que essa banda já fez, não podemos esquecer dos festivais em que eles já deram o ar da graça: Bananada (GO), Goiânia Noise e Upload (SP), que são apenas alguns exemplos de por onde essa galera já passou. A performance no Porão, sem dúvida, fez com que a banda ganhasse um reconhecimento maior e melhor do que o que teve anteriormente. Prot(o) (DF) por Mr. Hankey Sendo uma banda muito segura e profissional e com um repertório registrado recentemente no primeiro CD da banda, o show não podia ser menos linear. Boas músicas, bons arranjos e boa melodia vocal abusando de backing vocals agradam principalmente aos críticos num festival onde o gosto do publico é dividido em metal e poprock. Em sua terceira vez no Porão do Rock, a intimidade com grande palco e grande público fica estampada nos rostos dos integrantes que já tocaram em outros importantes festivais como o Abril pro Rock. 10Zer04 (DF) por Nylon Considerado por muitos como o melhor show do Porão do Rock 2002, a banda repetiu a dose em 2003. O som envolvente com forte influência de Rage Against the Machine agitou o festival e impressionou mais uma vez pela inacreditável presença de palco dos músicos. É difícil falar de só um ponto alto do show. Os vocalistas se revezam de uma maneira empolgante unidos à excelente desenvoltura do baixista e guitarrista. O baterista (diria que como poucos vistos no Brasil) cadencia perfeitamente forte pegada e uma agitação de dar inveja às outras bandas do estilo. Showzaço no Porão do Rock! Krisiun (RS) por Nylon Nome conhecido e respeitado pelos headbangers em todo o mundo, esta banda de Death Metal extremo chocou o festival com sua competência e agressividade. Destaque para o exímio baterista que esbanjou técnica em suas batidas "grind" capazes de envolver até os que repudiam o estilo. Várias músicas do mais recente álbum "Ageless Venomous" foram executadas, mas o ponto alto do show sem dúvida foi o sucesso "Conquerors of Armageddon", faixa título do penúltimo álbum. Os fãs ainda tiveram uma prévia de música que fará parte do próximo lançamento da banda. Resumindo: excelente apresentação! Dark Avenger (DF) por Nylon Sem dúvida o maior nome do heavy metal tradicional do Brasil. O grupo expôs em 30 minutos de apresentação músicas dos álbuns "Dark Avenger" e "Tales of Avalon". O vocalista (talvez o melhor do país no estilo) Mário Linhares envolveu o público com duas novas canções de um EP de comemoração pelos 10 anos da banda intitulado "X Dark Years", que será lançado na Europa, Japão e Brasil em formato digipack ainda este ano. O ponto alto do show foi a música "Rebellion", mas o Dark fã saiu certamente desapontado com o repertório pela falta de sucessos como "Die Mermaid" ou "Ghost Divinity" que, desde o lançamento da demo tape em 1994, embalam os shows da banda. Raimundos (DF) por Juliana Mattos Muitos queriam ver como a nova formação iria influenciar na qualidade da banda. Se houve alguma mudança no som ou não, esse show pode mostrar bem que se ocorreu, foi positiva. Claro que quem gostava da formação anterior vai sentir falta dos integrantes e pode até achar que o Raimundos deixou de ser aquele de 15 anos atrás, mas isso não indica que o som ficou pior por causa da saída de Rodolfo, ex-vocalista e guitarrista, e Canisso, ex-baixista. No lugar do antigo baixista está Alf, do Rumbora, mas apenas provisoriamente, o que é uma pena, pois o cara toca bem e tem tudo a ver com o Raimundos de hoje. O show do Porão do Rock correu bem. Os integrantes tiveram um pequeno momento de irritação nas primeiras músicas já que a guitarra de Marquinho, novo guitarrista, estava sem retorno algum. Com músicas como, "Mulher de Fases", "Cajueiro", "Eu quero ver o Oco", "Puteiro em João Pessoa" e "Kavookavala", eles mostraram que tanto as músicas antigas e as novas, continuam fazendo o público cantar e pular como sempre. Tequila Baby (RS) por Alvaro Dutra Com oito anos de estrada, a banda gaúcha Tequila Baby já tinha passado por Brasília pra lançar seu primeiro CD em 1997. De lá pra cá eles não pararam de trabalhar. Seu segundo CD, "Sangue, Ouro e Pólvora", foi muito bem divulgado devido a boa distribuição e ao videoclipe da música "Velhas Fotos". Após um disco ao vivo, eles voltam à Brasília lançando seu terceiro CD "Punk Rock até os Ossos" produzido por ninguém menos que Daniel Rey (que pra quem não sabe produziu vários discos dos Ramones). O punk rock ficou mais melódico, mas não menos empolgante e tudo pra ser a mais explosiva apresentação do festival. Começaram com "Planos Perfeitos" e uma boa presença de palco, seguida pelo sucesso "Velhas Fotos". Foi quando Duda Calvin (vocal) fez com a maior garra o comentário mais broxante da noite: "Boa Noite SÃO PAULO!!!" Pausa. Alguns segundos de silêncio até que Rodrigo (baixo) avisasse ao "Dee Dee gaúcho" que ele estava na cidade errada. Continuaram com "Balada Sangrenta"; "Menina Linda" já conhecida versão brasileira pra "I Should Have Know Better" dos Beatles; "Seja com o Sol, Seja com a Lua" que no CD conta com a participação de Marky Ramone na bateria; "Melhor do que Você Pensa" música do clipe, e o velho hit "Sexo, Algemas e Cinta-Liga". Um show relativamente curto no qual a banda e o público não estiveram em sintonia. Rumbora (DF) Palco 2 - Sábado, 05/07/03 por Amanda Goes (exceto quando listado) Stone Fish (DF) À banda que veio de Sobradinho coube a responsabilidade de abrir o Palco 2. Com 3 anos de existência e apenas 1 CD single gravado, o Stone Fish tocou seu rock alternativo com suave vocal feminino. O público, que já conhecia a banda, cantou algumas músicas e alguém mais exaltado soltou um fogo de artifício no palco, que por sorte não feriu ninguém. Look Away (DF) Essa banda, definida por um new metal "aberto a várias influências", levou muita empolgação para sua apresentação. Um DJ com computador montado no palco parecia destoar um pouco do resto da banda, que pulava de um lado a outro do palco. Mesmo assim, não ficou de fora da energia mostrada pela banda, chegando a quebrar seu teclado no final. As letras da banda falam de preconceito, julgamento e falsidade. por Nylon -> Agora com nova formação, a promissora banda de New Metal brasiliense empolgou o público do Porão do Rock. Destaque para a excelente presença de palco do baixista Lucas Alencar e do vocalista Davi Athias onde com a execução de músicas da primeira e segunda demo encantaram a galera. Os fãs puderam conferir música de um novo trabalho que será gravado até agosto e se deliciaram com um cover da banda Massacration de Hermes e Renato. Terror Revolucionário (DF) Há um bom tempo sem aparecer em shows pela cidade, o Terror Revolucionário ressurge com força total, mesmo sem a vocalista Carol. Divulgando seu mais novo lançamento em cd, tocaram músicas conhecidas do público e um cover de Ratos de Porão. A resposta dos espectadores foi uma enorme roda de pogo do início ao fim. Falando frases de efeito com críticas aos governos brasiliense e norte-americano, o vocalista Felipe CDC ganhou o público e foi carregado nos braços do povo ao final do show. por Nylon -> Os fãs do "crust" do Terror Revolucionário e da respeitável figura do underground nacional Felipe CDC contaram com uma ótima apresentação. Excelente a escolha do repertório que, através da execução de várias faixas do debut álbum, empolgou o público com seu som agressivo e carisma do front man. Sem dúvida nenhuma, o nome "Terror" tornou-se uma excelente referência do estilo. Valhalla (DF) A banda, que tem a linha de frente composta por mulheres (somente o baterista é homem), mandou um death metal com vocal rasgado, guitarras rápidas e muito pedal duplo. Apesar de estarem desde 1989 fazendo shows, a banda foi uma surpresa para muito dos presentes, que não desgrudaram os olhos do palco. por Nylon -> Como um dos mais fortes nomes do Death Metal brasileiro, o Valhalla marcou presença no festival. O público foi agraciado com faixas do recente lançamento "Petrean Self". A experiente banda impressionou com rifes pesados de guitarra e ótima execução do baterista Kaio. A banda provou porque excursiona em todo o país e é uma das referências do Death Metal nacional. Concreto (MG) Vindo de Minas Gerais, a banda trouxe pra cá até o fã-clube formado em BH. O som é fortemente influenciado pelo rock pesado dos anos 70, como Led Zeppelin e Deep Purple. Além de músicas próprias tiradas de 3 cds gravados, homenagearam seus ídolos tocando cover de AC/DC e Black Sabbath. Com 10 anos de formação, já tocaram no festival Pop Rock de BH e tem um clipe na MTV. DFC (DF) Com todo o reconhecimento que tem pelo público de Brasília, a banda não precisa de muita performance para empolgar os espectadores. Abriram o show com "Vai se fuder no inferno" e apresentaram músicas que sairão em um split no Japão. Com algumas músicas antigas para relembrar e uma seqüência das suas músicas mais curtas, conseguiram abrir a maior roda de pogo do palco 2 no porão. Dedicaram uma música ao grupo de motoqueiros "Espíritos" e penduraram uma jaqueta do mesmo no bumbo. por Nylon -> Banda cativa da cena brasiliense, o DFC agitou o público com seu hard core bem executado. Destaque para a excelente presença de palco do vocalista Túlio que embalou a galera ao som de sucessos antigos e do recente álbum "Massacre da Guitarra Elétrica". Os fãs puderam conferir em primeira mão duas músicas novas "Petróleo Maldito" e "Mundo Canibal" que fazem parte de um split 7" recém-lançado no Japão com a banda Fido’s Brunch (detalhes no site http://www005.upp.so-net.ne.jp/toocircle/). Emocionante ver o público com o sucesso "Molecada 666" que encerrou a apresentação em grande estilo. Bastonets (DF) A banda de rock and roll, que já conhece o palco demo por tocar no ano passado, se apresentou com muita naturalidade e teve o som mais limpo da noite. Como disse Rhamonah, as letras das músicas estão sendo escritas agora com a preocupação de passar uma mensagem para quem lê o encarte do cd. Tocaram músicas novas e um cover de Faith No More, principal influência da banda. Forgotten Boys (SP) Apesar de ter 5 anos de existência e 3 cds gravados, essa foi a primeira vez da banda em festival de grande porte. O nervosismo do início do show foi sendo transformado em muita energia durante a apresentação. O baixista parecia um pouco deslocado enquanto os guitarristas interagiam um com o outro. O baterista segurou muito bem a troca de um tom durante uma música. Enquanto os meninos se divertiam no palco com seu punk rock, o público manteve-se observando tudo, abrindo uma tímida roda no finalzinho do show. por Alvaro Dutra -> Após o lançamento de seu terceiro CD, "Gimme more", a banda deixou de ser um trio com a entrada do baixista Fralda. Fralda, que também toca no Ratos de Porão, não pode vir ao Porão do Rock e foi substituído por Marcos (que também toca no Hurtmold). O revezamento dos vocais, os riffs hipnóticos de guitarra, a postura rock star e muita energia fizeram deste um dos melhores show do palco 2.
Palco 1 - Domingo, 06/07/03 Mákina Du Tempo (DF) por Mr. Hankey O domingo começou com uma banda ímpar no Porão do Rock 2003. Mákina Du Tempo faz um rock bem anos 60 e 70. Com um doce vocal feminino e um bom desempenho no palco a banda conseguiu agradar os metaleiros. "A música do Ar" e "Sentimentos e Ilusões do Alto Paraíso" abriram caminho pra uma cover dos Beatles executada com muita energia. Lya pegou o violão nas duas músicas seguintes, o que não impediu Rodrigo (guitarra), Bruno (baixo) e a própria Lya de continuar se divertindo no palco. Músicas de protesto e emoções, vocais de que se completam sempre com muita energia e refrões fáceis. Lanlan e os Elaines (RJ) por Juliana Mattos Pra quem conhece a banda e já sabe as letras, o show foi excelente. Para os que ouviam pela primeira vez, talvez não tenha sido tão bom. Motivo? Simples. De um lado estavam as pessoas que esperavam que o set list tivesse mais de Cássia Eller, o que não aconteceu, já que apenas uma, "Quando a Maré Encher", das nove cantadas, fazia parte do repertório da cantora. Do outro estavam aqueles que não sabiam muito o que esperar e acabaram gostando do estilo desse novo trabalho das percussionistas. A recepção foi boa, tirando a de uma mulher que atirou um copo de cerveja em Lanlan, vocalista, e fez com que os fãs se irritassem. Não existe motivo para raiva ou rancor. Se elas resolveram se juntar com outros músicos e montar uma banda própria, não quer dizer que estão se aproveitando da morte da cantora para se promover. O sucesso no Porão do Rock foi nítido. Os que gostaram do estilo com certeza vão ter as letras decoradas da próxima vez que a banda vier tocar por aqui. Natiruts (DF) Ponto G (DF) por Guilherme Silveira Sem muitos convites para se apresentarem pela cidade, o Ponto G toca aonde pode, ou seja, no Porão do Rock. Só não precisava ser no palco 1, onde a cobrança e expectativas são maiores. O Ponto G é uma banda muito animada com seus vocalistas que não param quietos e fazem um som no estilo "Rage", que sempre agrada. Mas mesmo assim não conseguiram - mais uma vez - despertar o interesse do público. Zamaster (DF) Paralamas do Sucesso (RJ) por Juliana Mattos Com um set list muito parecido com o do último show que fizeram aqui em maio deste ano, os Paralamas do Sucesso tocaram músicas como: "Cuide bem do seu Amor", "Lanterna dos Afogados", "Lourinha Bombril", "Ela disse Adeus", "Meu Erro", "Uma Brasileira", "Que país é esse", "Assaltaram a Gramática" e "Vital e sua Moto", que animaram os fãs e os curiosos de plantão. Na programação, Plástika, banda local, seria a sexta banda no Palco 1, mas não foi assim que aconteceu e os Paralamas entraram antes, fazendo uma surpresa para os que esperavam ansiosos pelo início do show. Herbert Vianna, vocal e guitarra, Bi Ribeiro, baixo, e João Barone, bateria, levaram o público à loucura. Setenta mil pessoas juntas, gerações diferentes cantando as mesmas músicas, fãs dos mesmos ídolos. Os Paralamas só confirmaram o que todo mundo já sabia: sai ano, entra ano e a banda continua firme e forte. No meio da música "Alagados", uma corda da guitarra arrebentou, mas o roadie fez com que a falha passasse praticamente despercebida. Quem não estava olhando pro palco, provavelmente nem ficou sabendo do acontecido. Ver o Herbert recuperado, fazendo seus solos de guitarra, foi uma emoção para aqueles que gostam da banda e que ainda não tinham ido a um show deles, antes ou depois do acidente em 2001. Ele interagiu com o público e mencionou diversas vezes a satisfação que é para a banda tocar na cidade Plastika (DF) por Guilherme Silveira O Plastika é uma das bandas fundadoras do Porão do Rock, mas não foi por isso que eles tocaram depois do Paralamas do Sucesso. Ulisses (vocal) sobe ao palco vestido de Morpheus (Matrix), junto com Jair (guitarras e vocal) trazendo o seguimento mais tranquilo, o soul-rock, para os palcos do Porão do Rock. Lançaram o cd "Plastika" a menos de 1 mês e o show deve ter sido baseado nesse trabalho. O Plastika fez o show deles sem preocupações com direito até a poesia recitada por Fabrizio Michels (teclados) que tomou a frente do palco com grande entusiasmo. Mas a grande maioria dos “sobreviventes” só aguardavam mesmo os Los Hermanos. Pitty (BA) por Alvaro Dutra Pode parecer que a Pitty surgiu do nada, mas a garota era vocalista da banda de hardcore metal Inkoma que lançou um CD pelo selo carioca Tamborete entre outras coisas. Sem falar na sua discreta participação no disco "Sob o Signo de Satã" da banda brasiliense DFC. O novo trabalho dela, que pode ser visto no CD "Admirável Chip Novo", traz muito do que ela vinha fazendo, lapidado pelo produtor Rafael Ramos (que já produziu Los Hermanos, Raimundos, entre outros. Foi o descobridor dos Mamonas Assassinas e autor de "Sábado de Sol" e um dos donos da Tamborete ao lançar Inkoma). Essa parceria abriu varias portas pra cantora e a colocou nos topos da parada com "Máscara", primeiro single tirado do CD. O show começou fraco, com músicas arrastadas que não funcionam muito num show como este. Pitty, apesar de não estar muito a vontade, não se intimidou pelo tamanho do palco ou pelo publico presente mesmo falando que talvez a banda devesse estar no palco 2. O show parecia não começar, mesmo quando tocou "Máscara". Foi quando uma seqüência iniciada por "Admirável Chip Novo" fez o show esquentar. Músicas mais animadas conseguiram deixar uma boa impressão da banda. Los Hermanos (RJ) por Juliana Mattos Um show dos Los Hermanos em Brasília depois de 3 anos sem aparecer, é claro que deixa muita gente com água na boca e com expectativas mais do que exageradas. O último show da noite do Porão do Rock de 2003, ao contrário do que muitos achavam, prendeu o público que resistiu ao frio e ao cansaço e ficou por lá até o final. Programado pra durar 60 minutos, para a alegria dos presentes, ele durou um pouco mais. Músicas bem selecionadas fizeram com que a cantoria rolasse solta. Sorrisos dos integrantes mais os gritos dos fãs provaram que a satisfação estava dos dois lados. E quem achou que o set list seria composto por uma maioria absoluta de músicas do Ventura, novo CD, estava completamente enganado. "Quem sabe", "Sentimental", "Todo Carnaval tem seu Fim", "Cadê teu suín-?", "A Flor", "Samba a dois", "Tenha dó" e "Adeus você" são exemplos, para quem conhece os discos, de como as músicas estavam bem misturadas, deixando o show com um pouquinho de cada fase. A primeira música tocada foi "O vencedor", faixa número dois do novo CD, que mesmo tendo sido relativamente recém lançado, muita gente já tinha as letras decoradas, principalmente quando chegou a vez de "Cara Estranho", escolhida para ser a música de trabalho, pela BMG, nova gravadora deles. A reação do público foi positiva: músicas em coro, lágrimas, gritos, sorrisos e pedidos de bis que fizeram com que a banda voltasse e tocasse mais duas músicas. Marcelo Camelo, vocalista, disse que os colocaram em uma situação embaraçosa, já que eles não sabiam mais que música tocar. Foi então que pediram para o público escolher. Como desde o começo do show, um grupo de fãs pedia desesperadamente por "Deixa Estar", eles finalmente atenderam o pedido. Para fechar em grande estilo, "Pierrot", do primeiro CD, entrou em cena. O orgulho e alegria de ter tocado aqui estavam estampados nos rostos dos integrantes: Rodrigo Amarante, guitarra/baixo e vocal, dançou, sorriu, fez gracinha, enfim, foi um show à parte. Bruno, teclados, mesmo sério demonstra nos poucos sorrisos tal felicidade. Barba, bateria, e Camelo, guitarra e vocal, não tiravam o sorriso do rosto. Que o desejo de Marcelo Camelo de tocar aqui denovo ainda esse ano, seja realizado. Já pensou mais um show desses em um ano só?
Palco 2 - Domingo, 06/04/03 por Amanda Goes (exceto quando listado) Etno (DF) Decorando o palco com um galho retorcido, a banda iniciou o show com o vocalista tocando surdo no fundo do palco. O estilo "étnico-experimental" mistura o rock pesado com samba, rap, bossa nova, reggae, hip hop, etc. Começando pelo inverso, gravaram um cd com 4 músicas para depois se apresentarem. No público, amigos com máquinas fotográficas e camisas com o nome da banda animavam os integrantes. El Patito Feo (DF) A banda ocupou muito bem o palco com vários integrantes e instrumentos: teclado, pick up, percussão, dançarino, etc. Dois vocalistas se revesaram nos versos rimados do hip hop apresentado pela banda. Em uma das músicas, contaram com a participação de um saxofonista. O público acompanhou a banda dançando energicamente e cantando as letras. NEM (GO) Com o cancelamento do show do Cachorro Grande (RS), o NEM foi chamado às pressas para o festival. Lançando o cd "Harmônica ótica" pela Monstro Discos, a banda goiana tocou suas músicas em estilo punk rock/guitar sujo para um público pouco numeroso. Em apenas uma música, viu-se uma roda desanimada de roqueiros incansáveis. Etnia (PE) A banda agitou o público recém saído do show do Natiruts, que parecia estar sedento por algo mais pesado. Com 7 anos de formação, a banda de Pernambuco só agora conseguiu gravar seu cd "Maracatu Popular Brasileiro" graças a aprovação de lei de incentivo à cultura no estado. Mostraram uma mistura de guitarras distorcidas com toques de alfaias (aqueles tambores de maracatu). Jogaram cópias do cd para o público e apresentaram gírias pernambucanas. Phonopop (DF) A banda fez uma apresentação econômica, sem muitos atrativos ou novidades. O som da banda lembra Weezer, com melodias radiofônicas que colam no ouvido. As letras em português puderam ser ouvidas com clareza no show. Eles estão lançando o EP "Já não há tempo". O público apenas assistiu a banda, prestando atenção ao invés de dançar. Khallice (DF) A banda de heavy metal, ora progressivo, ora melódico, trouxe para o palco demo uma qualidade de sonoridade e técnica musical impecável. Esse é o forte da banda, que foi assistida por um grande público vidrado nos solos virtuosos de Marcelo Barbosa, fundador da escola GTR. Apresentaram uma versão em inglês da "Balada do Louco" e músicas do cd "The Journey". Destaque para o vocalista performático: nada em falsete; tudo em agudos castrinos. por Nylon -> Banda tradicional da cena brasiliense, expôs seu trabalho na linha prog metal com composições do álbum "The journey" lançado este ano. Khallice, que sempre impressiona pela qualidade de seus músicos esbanjou talento num belíssimo show. Os fãs foram agraciados com impressionantes performances de Michel no baixo e Marcelo Barbosa na guitarra. Destaque para excelente presença de palco e técnica do vocalista Alírio Netto, certamente de nível internacional. A banda pretende gravar material novo até o início do ano que vem. Para maiores informações confira o site oficial da banda www.khallice.com.br.
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