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2ª Noite do Pirata 02/08/03 - Offhand, MPFI, Rashness, D9kanabnol e Dharma no Beliskatessen.
A 2ª noite do Pirata começou com a banda Offhand que trazia na sua formação dois integrantes de outra banda. O vocal ficou por conta do guitarrista do Mullets, que apenas cantou sem tocar. As baquetas contaram com a presença do baterista dessa mesma banda. Embora não tivessem tido boa resposta do pequeno público presente no Beliskatessen, fizeram um som sincero e nervoso, faltando apenas mais empolgação dos dois guitarristas da banda. Em seguida entrou o MPFI e tocaram seu repertório com mais energia do que em outros shows recentes, com o guitarrista Renato pulando no meio da galera com instrumento e tudo. Desta vez, a versão de "Aquarela" ficou de fora. Deve ser porque uma pessoa influente do último show na Samambaia não apareceu lá pelo Beliska. ...risos... A cada dia, a banda tem se soltado mais no palco e está obtendo mais resposta do público. Só é necessário que os rapazes surpreendam mais nas suas apresentações, pois ficou visível o desgaste do repertório para os presentes. Depois do MPFI, tocaram os Rashness. Ficou claro que aquela não foi a apresentação mais empolgante dos caras. Mas como têm um extenso repertório de covers na manga, quando sentiram que o show estava parado demais, mandaram músicas do NOFX ("Don’t Call Me White", "Linoleum") e do MxPx ("Tomorrow Is Another Day"). Na música "Don’t Call Me White", trocaram a palavra "White" por "Allan" (vocalista do MPFI). A gozação pegou e todos cantaram em coro a sacanagem com a cor do cara. Se era pra tirar um sarro de que ele era branco demais, o cara frustrou todo mundo, porque na hora mudou de cor e ficou vermelho com a brincadeira. Acabada a apresentação dos Rashness, tocou o D9knabnol. O que será que isso quer dizer?! Nesta hora eu já estava meio alcoolizado e só percebi instrumentos de qualidade com muita competência no uso dos efeitos, dando um plus interessante às músicas. As poucas pessoas presenciaram a apresentação com certa distância, mas a banda fez a sua parte terminou o show com um público bastante morno. Logo após, entrou o Dharma com a difícil tarefa de ser a última banda da noite. Conseguiram esquentar o lugar e a galera, que embora parecesse cansada, mostrou-se bastante receptiva ao som da banda. Tocaram covers do CPM22 ("Desconfio") e uma música do Tequila Baby. Além de boas melodias, a banda mostrou boa presença de palco e um guitarrista que quase faz abertura enquanto sola. ...risos... Os presentes ensaiaram uma roda que, embora não tenha durado muito tempo, foi a rendição de um público pequeno e não muito empolgado à qualidade da apresentação. O Dharma encerrou a 2ª Noite do Pirata como uma boa surpresa para quem não conhecia o som dos caras. O pouco comparecimento do público no Beliskatessen certamente contribuiu para que as bandas fizessem apresentações menos estimulantes do que normalmente fariam. De qualquer forma, a Piratox está de parabéns pela iniciativa de produzir shows independentes, proporcionando espaço para que as bandas da cidade tenham mais oportunidades de mostrar seus trabalhos. Apoie bandas independentes.
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