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por
Bianca
Martim
Funcionando como a própria definição do Riot Grrrl - meninas unidas buscando espaço, fortalecimento e o crescimento num cenário dominado pelos homens. O som, Punk rock com letras feministas direcionadas às jovens, quebrando tabus, falando abertamente sobre assuntos referentes a abusos ou discriminação sexual. Transmitindo auto-respeito e pregando o respeito a cada indivíduo. E retomando também a idéia do "faça você mesmo" e o espírito de união do punk rock esquecidos no final dos anos 70 com a comercialização do rock. Surge...
Bikini Kill
- Por volta de 1990 em Olympia (cidade universitária próxima a Seattle), Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox, amigas de escola, se reuniram com o intuito de publicar um fanzine feminista intitulado Bikini Kill. Para reforçar a proposta do fanzine e dar mais vida a publicação, logo surgiu a idéia de formar uma banda, chamaram então o amigo e guitarrista Billy Boredom para completar a formação. Liderado pela cantora/compositora Kathleen Hanna, uma ex-stripper, o grupo iniciou suas incendiárias performances ao vivo sempre defendendo agressivas posições políticas que desafiavam a já aceita hierarquia da comunidade musical underground. Os homens presentes no show eram convidados a se afastar do palco, enquanto que as mulheres eram chamadas à frente onde recebiam zines e as letras das músicas.
Em 1991, Bikini Kill lança seu primeiro trabalho gravado, a demo-tape Revolution Girl Style Now, e saíram em turnê pelos Estados Unidos. Depois pararam em Washington DC, onde gravaram o seu primeiro LP, intitulado Bikini Kill, com a ajuda do amigo e produtor Ian MacKaye (Fugazi), com regravações das músicas da primeira demo.
Em 1992, fizeram vários shows em Washington DC, muitos beneficentes a favor da legalização do aborto. E lançaram um Split LP "Yeah, Yeah, Yeah / Our Trouble Youth" com o grupo britânico Huggy Bear. Saíram numa tour pelo Reino Unido, ao lado do Huggy Bear, no começo de 1993, e com o aumento da repercussão do movimento Riot Grrrl, eram destaque de reportagens e artigos na mídia tanto na Inglaterra quanto nos EUA juntamente com grandes nomes como L7, Babes in Toyland, Hole, entre outros.
Em 1993, elas juntaram forças com Joan Jett, lendária líder e guitarrista do Runaways, que a banda considerava uma espécie de pioneira representante do "estilo" Riot Grrrl. Jett produziu o próximo single do grupo, o poderoso New Radio/Rebel Girl. E ainda em 1993 é lançado "Pussy Whipped" o primeiro álbum da banda, que apresentou Vail e Wilcox como compositoras. Este registro foi talvez o ponto elevado da banda, e logo saíram para mais uma turnê americana e abriram alguns shows para o Sonic Youth. Em 1995, foi lançado o "The CD Version of the First Two Records", versão em cd para a junção dos dois primeiros Lps, "Bikini Kill" e o split Lp com o Huggy Bear. A banda embarca para shows em grandes festivais na Austrália, no Hawai e tocam em Olympia. Emendaram com turnês pela costa leste americana, passaram sete semanas tocando pela Europa, e voltaram a Austrália para sua própria tour. Terminadas as turnês, a banda resolve permanecer inativa por algum
tempo.
Em 1996, lançaram o segundo álbum, "Reject All American". Gravado em 10 dias com o produtor John Goodmanson, o álbum acabou restrito ao público fiel da banda, já que, ao contrário do que aconteceu na época do lançamento do primeiro disco, o Riot Grrrl já não despertava o interesse e a curiosidade da mídia. O que é um pena, pois mostrou um grande amadurecimento e é o trabalho mais requintado da banda. No segundo semestre de 1997 saíram para mais turnês na Austrália e no Japão. Em Tóquio, o Bikini Kill realizou o último show de sua história. A banda chegou a trabalhar em músicas novas no fim de 97, mas não chegou a gravá-las.
A banda acabou em abril de 1998, e no mesmo ano foi lançado o cd "The Singles" que é uma coletânea de músicas gravadas e lançadas em singles entre 1993 e 1995, totalizando nove músicas. Kathi, Tobi e Billy continuam tocando na banda The Frumpies juntamente com a baterista Molly Neuman (Bratmobile) e Kathleen Hanna trabalhou de novo com Joan Jett no disco "Fetish".
Kath Também gravou um CD solo, muito pouco conhecido, usando o nome Julie Ruin, onde Kath descobre um sampler e o som soa muito próximo ao que viria executar em sua atual banda formada também em 1998, a já famosa
Le Tigre - O cineasta Sadie Benning e a fanzinista Johanna Fateman formam o trio com Kath. O Le Tigre mixa Punk rock direto e político com pop eclético e batidas eletronicas. Os shows do grupo também é bem interessante, com vídeos e performances artísticas.
O Le Tigre já tem 3 cds lançados até agora: "Le Tigre" de 1999, EP "From The Desk Of Mr. Lady" de 2001, e o "Feminist Sweepstakes" de 2001. E ainda um disco com seis músicas dos 3 discos remixadas por djs e produtores famosos, intitulado "Remixes" lançado em 2002, destaque para "Deceptacon" que ganhou a levada de "Rock The Casbah" do The Clash. Todos os discos foram lançados pela Mr. Lady Records de Tammy Rae Carland e Kaia Wilson (Ex Team Dresch, atual "Kaia" e Butchies).
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| The Frumpies - 1998 |
Julie Ruin - 1998 |
Le tigre - 1999 |
Le tigre - jan. 2001 |
Le tigre - out. 2001 |
Le tigre - mai. 2002 |
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