
Matanza
Uma grande surpresa para a equipe. Os caras tocam um rock muito bom e enérgico que se assemelha bastante com a primeira fase dos Raimundos. As influências, segundo eles, vem do Country (encabeçada por Johnny Cash), e do rock and roll (encabeçada por Reverend Horton Heat). O vocalista, que era do Acabou La Tequila, parece um redneck hooligan, mas esta é apenas a primeira impressão, porque nessa conversa mostrou ser um sujeito bem gentil e manso.
1-Você disse que o cd de vocês está
em todas as lojas. Como é que é isso?
Cara, assinamos com a Abril Music, um puta contrato de verdade. Nossas músicas vão tocar na rádio e o disco vai estar em todos os lugares. O clip tá pronto, tá saindo semana que vem, tudo beleza!
2-O lançamento do cd mesmo é quando?
Semana que vem, a gente vai começar a rodar o país, uma turnê legal, bem abrangente. Ainda bem cara, chegou a nossa vez!
3-Como estão as coisas lá no Rio?
Cara, a gente não é conhecido. Quer dizer, a gente é famoso dentro da cena, é todo mundo amigo, mas queremos agora atingir mais pessoas, sermos mais abrangentes.
4-E o que você achou do show de hoje?
Cara, foi maravilhoso, irretocável! A gente queria tocar mais, muito mais, três horas de show! Um público excelente, há muito tempo não vejo um negócio tão maneiro, uma mídia tão legal... (há sim, obrigado!)
5- Vocês fizeram turnês em São Paulo...
A gente conseguiu, além e fechar contrato com a Abril Music, um empresário forte, o mesmo do Capital Inicial, que vai ajudar a gente bastante. Até o momento, a gente estava num esquema bem underground mesmo, pegava o carro e fazia Campinas, Americana...
6-E sobre o cd, vocês foram contratados depois de tê-lo gravado?
Não, fomos contratados para gravar o cd! E isso foi muito bom, porque tivemos acesso a um puta estúdio no Rio.
7-Vocês estão caminhando para sair do esquema independente então?
Cara, eu acho o esquema independente muito legal, as pessoas são todas camaradas, mas é um esquema muito ingrato, porque a gente não tem o retorno em função do tanto de trabalho que a gente tem. É divertido, muita bagunça, mas não dá mais, é uma roubada enorme, cara...
8-Já que estamos falando de roubada, diga para gente a história de uma roubada dessas...
(risos) Cara, a gente decidiu se despedir das roubadas com uma tremenda. A gente foi tocar em Campinas, mais de cinco horas do Rio de carro, chegamos lá, tomamos cerveja à tarde toda, depois fomos dormir na casa de um chegado, num quartinho 2x2 das 6 às 8 da manhã, porque a filha dele iria chegar. Pagamos um pedágio de 18 reais de volta, e comemos somente um pacote de amendoin. Foi uma roubada inesquecível! (risos)

O Show
O Show do Matanza foi excelente. Os caras tocam legal e as letras e músicas são cheias de testosterona. O público agitou bastante, e a figura raríssima do vocalista serviu para que todo mundo agitasse no show sem parar.
Como já disse, o som dos caras parece Raimundos, com um pouco de country e oi! Destaque ainda para o baterista, total psychobilly, que merece todo o respeito por ter uma tatuagem do The Damned no braço.
A EQUIPE