Especial
 
Mopho Prot(o) Mary's Band Rumbora
The Maybees Desempregados Mechanics Bidê ou Balde
Ratos de Porão Matanza 10zero4 Detrito Federal
Abril pro Rock Phillipe Seabra Raimundos Macakongs 2099
Phonopop Gramofocas Satan's Pray 100% Bateras

Matanza

Uma grande surpresa para a equipe. Os caras tocam um rock muito bom e enérgico que se assemelha bastante com a primeira fase dos Raimundos. As influências, segundo eles, vem do Country (encabeçada por Johnny Cash), e do rock and roll (encabeçada por Reverend Horton Heat). O vocalista, que era do Acabou La Tequila, parece um redneck hooligan, mas esta é apenas a primeira impressão, porque nessa conversa mostrou ser um sujeito bem gentil e manso.

1-Você disse que o cd de vocês está em todas as lojas. Como é que é isso?

Cara, assinamos com a Abril Music, um puta contrato de verdade. Nossas músicas vão tocar na rádio e o disco vai estar em todos os lugares. O clip tá pronto, tá saindo semana que vem, tudo beleza!

2-O lançamento do cd mesmo é quando?

Semana que vem, a gente vai começar a rodar o país, uma turnê legal, bem abrangente. Ainda bem cara, chegou a nossa vez!

3-Como estão as coisas lá no Rio?

Cara, a gente não é conhecido. Quer dizer, a gente é famoso dentro da cena, é todo mundo amigo, mas queremos agora atingir mais pessoas, sermos mais abrangentes.

4-E o que você achou do show de hoje?

Cara, foi maravilhoso, irretocável! A gente queria tocar mais, muito mais, três horas de show! Um público excelente, há muito tempo não vejo um negócio tão maneiro, uma mídia tão legal... (há sim, obrigado!)

5- Vocês fizeram turnês em São Paulo...

A gente conseguiu, além e fechar contrato com a Abril Music, um empresário forte, o mesmo do Capital Inicial, que vai ajudar a gente bastante. Até o momento, a gente estava num esquema bem underground mesmo, pegava o carro e fazia Campinas, Americana...

6-E sobre o cd, vocês foram contratados depois de tê-lo gravado?

Não, fomos contratados para gravar o cd! E isso foi muito bom, porque tivemos acesso a um puta estúdio no Rio.

7-Vocês estão caminhando para sair do esquema independente então?

Cara, eu acho o esquema independente muito legal, as pessoas são todas camaradas, mas é um esquema muito ingrato, porque a gente não tem o retorno em função do tanto de trabalho que a gente tem. É divertido, muita bagunça, mas não dá mais, é uma roubada enorme, cara...

8-Já que estamos falando de roubada, diga para gente a história de uma roubada dessas...

(risos) Cara, a gente decidiu se despedir das roubadas com uma tremenda. A gente foi tocar em Campinas, mais de cinco horas do Rio de carro, chegamos lá, tomamos cerveja à tarde toda, depois fomos dormir na casa de um chegado, num quartinho 2x2 das 6 às 8 da manhã, porque a filha dele iria chegar. Pagamos um pedágio de 18 reais de volta, e comemos somente um pacote de amendoin. Foi uma roubada inesquecível! (risos)

O Show

O Show do Matanza foi excelente. Os caras tocam legal e as letras e músicas são cheias de testosterona. O público agitou bastante, e a figura raríssima do vocalista serviu para que todo mundo agitasse no show sem parar.

Como já disse, o som dos caras parece Raimundos, com um pouco de country e oi! Destaque ainda para o baterista, total psychobilly, que merece todo o respeito por ter uma tatuagem do The Damned no braço.

A EQUIPE