# 30 - abril de 2004

Innocent Kids

por Luís Xavier

Faça o Que Tem Que Ser Feito

Com um pouco mais de cinco anos agitando a cena hardcore brasiliense, não dá para dizer que Thiago Barbosa (guitarra), André Totórs (vocal), Reinaldo Caneca (bateria) e o novato na formação Hery (baixo) tenham alguma coisa de inocente ou de kids. Ou pior, de aventureiros. Com o seu primeiro CD lançado há um pouco mais de dois meses, o Innocent Kids acumula muitas experiências e histórias do velho lema do it yourself na cena hardcore brasiliense. Na casa do baixista Hery, em plena manhã de domingo, depois de uma apresentação quase que surpresa no festival feminista La Carnissa, a banda se reuniu para falar um pouco sobre as suas correrias e dificuldades a fim de ajudar a manter a cena hardcore candanga viva.

1- Perguntas básicas: como e quando a banda começou?

Reinaldo Caneca: Em final de 1998. Nessa época eu trabalhava na (loja e selo de discos) RVC ali no Conic...
Thiago Barbosa: (Interrompendo) Eu conheci o Caneca e a gente tinha a idéia de montar uma banda estilo Mad Ball, Sick Of It All e Strife. A gente ficou com essa idéia que se concretizou mesmo no começo de 1999. O Caneca conhecia o Marcelo (Sick Boy, antigo baixista) e o chamou para tocar baixo. E daí só ficou faltando um vocalista. A gente até fez um anúncio procurando um vocalista que a gente pregou nas lojas e alguns caras ligaram. Fizemos até um teste com o Beavis. Foi só um ensaio e o Beavis ficou com vergonha de cantar. O Gregório (vocalista do Deceivers) foi no ensaio também e até cantou mais que o Beavis. E aí ficou nessa. Sei que no próximo ensaio, acho que o Marcelo...
André Totórs: (Interrompendo) Eu cheguei para o Marcelo e disse que queria montar uma banda. Ele disse que já tinha uma banda formada. Eu perguntei o que estava faltando. "Se for baixista, então eu quero tocar baixo". "Não vocal", ele disse. E eu nunca tinha cantado na minha vida, né cara? 
Thiago Barbosa: Até hoje.
André Totórs: Até hoje eu não sei cantar. Aí eu fui lá e fiz aquele berreiro.
Reinaldo Caneca: Mas a gente curtiu. E daí para frente fomos fazendo uma música a cada ensaio. 
Thiago Barbosa: Foi mais ou menos um ano só ensaiando, sem show sem nada. E no final de 1999 a gente gravou a primeira demo, Crueldade Humana, que tem seis músicas. Gravamos no M.E. Acho que em junho de 2000 foi o nosso primeiro show. Foi no Gama e foi até em homenagem ao (cineasta) Afonso Brazza. E aí tocou o Terror Revolucionário, o Death Slam, Deceivers e o Flashover. 
André Totórs: Depois tocamos na Xuxa, no Gugu,... (risos)

2- Na cena do DF o Innocent Kids é uma das bandas mais ativas. Vocês já lançaram duas demotapes, um CD e constantemente fazem shows. O que motiva o IK a tocar e a continuar no Hardcore?

Hery: Não posso falar muito das demos e dos CDs porque eu não gravei nada disso. 
Reinaldo Caneca: O cara conhece a gente desde...
André Totórs: (interrompendo) Desde que a gente era magro.
Hery: Tava sempre indo nos shows dos caras. Tipo maior groupie, né? E quando faltou um, os caras já devem ter pensado logo em mim. "Pó, o cara está em tudo mesmo. Bom que a gente não gasta muito dinheiro." O Totórs está falando que me comeu aí (risos), mas é tudo conversa. 
Thiago Barbosa: Mas a gente tem participação na coletânea do Cult, em mais alguma coisa? Então a gente tem duas demos, Crueldade Humana de 1999, Sasha que saiu no final do ano 2000. Tem a coletânea Unidos Pela Causa Underground de 2002 também. Tem a coletânea do Festival Cult 22 em 2002. Essa é a discografia e o CD que saiu agora em 2004. 
Reinaldo Caneca: Mais a promo de Salvador. 
Thiago Barbosa: Tipo um single que tem duas músicas do CD e duas da demo. Foi lançado ano passado em Salvador.
Hery: Quanto à motivação... É uma parada que a gente está a mais de 10 anos. No começo mais acompanhando aquela fase doida dos Cabelos Duro, que onde tinha show a gente ia. Tinha show em Taguá, Ceilândia, Val, Ocidental, Sobradinho. A gente ia e estava lá acompanhando e tal. É um negócio que vem tomando a gente. Hoje os 4 desempregados estão conscientes que o hardcore tem uma grande força nisso. Mas é uma parada que dá muito prazer para a gente, é uma coisa que a gente acredita há muito tempo. É uma parada que começou há muito tempo com o ARD, o BSB-H, com o DFC e a gente está aí fazendo a caravana andar. Estamos juntos com os nossos amigos ainda hoje. O pessoal do DFC, o Phu (Macakongs) que sempre dão uma força para a gente aí. A galera vai acreditando e a gente vai só continuando. 
André Totórs: Eu já passei por várias crises aí. Estou com 26 anos. Tenho porra nenhuma na vida. É até o que eu escrevi num zinezinho que eu fiz agora. Mas velho depois que você entra no negócio é que nem droga. Para você depois sair é foda cara. Hardcore bicho, tem uns dez anos mais ou menos, como o Hery falou, que a gente está envolvido com essa porra. Nunca deu dinheiro pra gente. E acho que não vai dar tão cedo.
Thiago Barbosa: Só perde.
André Totórs: Só perde. Pelo contrário. A gente só gasta grana pra porra. E se você não gostar muito do negócio não fica não. É só o que eu falo.
Thiago Barbosa: Tem gente que fala que é só uma duração da adolescência. Até os 16, 18 anos, né? Tipo, o que motiva a gente é uns caras que estão aí passando dos trinta anos, tipo o Gilmar que está beirando os 40 anos. O Phu, o Fellipe C.D.C. (Death Slam), os caras velhão aí... Porra, se os caras conseguiram, agente pode conseguir também (risos). 

3- (Para o Totórs) Ontem lá no show você reclamou de atitudes fascistas. A reclamação foi direcionada para a cena Hardcore, Straight Edge, Feminista...?

André Totórs: Não quero citar nomes não. Mas não é só com skinhead que está rolando essas atitudes fascistas em Brasília e eu não concordo mesmo com esse bagulho. Eu estava até conversando com o Alvaro (Pulso) depois do show ontem. Eu não estou defendendo skinhead de forma alguma, antes que alguém comece a entender dessa forma. Acho que qualquer tipo de fascismo é palha pra caralho. Eu acho que todo mundo tem direito de falar o que pensa mesmo. Desde que você esteja respeitando o outro cara está valendo qualquer coisa. Eu acho que tem que tomar cuidado com isso aí, senão vai virar tipo uma ditadura no hardcore. Uns falando e outros sem direito de falar. E nego achando normal. Só porque os caras não usam suspensório. É isso o que eu penso e não quero citar nomes de ninguém. 

4- Alguma coisa a ver com música?

André Totórs: Tem a ver com o Hardcore aqui em Brasília.
Hery: Só abrindo uns parênteses. A gente não considera todo skinhead fascista. Aqui em Brasília eu já ouvi algumas coisas que me incomodaram. Por exemplo, alguém falar que aqui em Brasília está todo mundo unido. E alguém perguntou: "até com os nazis?" E o cara falou: "todo mundo". Aí não dá. 
André Totórs: No mundo, a cena skinhead... Você vai aos EUA, que é a cena hardcore que a gente mais curte...
Hery: (Interrompendo) É daquela vez que a gente foi tocar lá pela terceira vez... (Risos)
André Totórs: Tem um lance que rola no mundo e aqui no Brasil não rola. Que é a separação do skinhead tradicional e tem os skinhead doidos. Aqui em Brasília a maioria dos skinheads são doidos. Não dá para você colar com os caras. Tem raras exceções aqui. Uns ou outros que você consegue conversar e o cara não é doido com essas idéias. Pó, tu vai em Taguatinga e vê os caras, negros, com camisa da SS. Que porra é essa? Eu estava até conversando com o Daniel dos Cabelo Duro. Eu fico até sem saber se o cara está querendo a raça ariana, raça pura branca ou raça pura negra. Eu fico na dúvida. Porque eu não sei o que o cara quer. Essas paradas são foda, mas é um lance que você tem que saber diferenciar mesmo. Porque às vezes você vê nas gringas skinheads em shows e pensa: "essa banda é fascista", mas na verdade não é. Tipo Agnostic Front eu não considero fascista. Tem o Warzone que tinha uns negros tocando na banda. E a banda é careca. E não é fascista. 

5- Nos shows você costuma dar opiniões polêmicas. Já se envolveu em confusão por causa disso?

André Totórs: Não, por causa de show ainda não.

6- Dá para falar sobre o CD? Como foi produzi-lo e lançá-lo?

André Totórs: Fala com o Caneca aí.
Reinaldo Caneca: Já são dois anos de espera louca para lançar o CD. A gente ficou pilhado para gravar o disco. Gravamos o disco. Gastamos uma grana que não tínhamos na época (risos). Nos endividamos e estamos com o nome sujo no SPC até hoje por causa disso (risos). Aí gravamos, mas para lançar... A gente nem tinha dinheiro para gravar direito e para lançar então foi mais complicado ainda. A idéia que a gente tinha... André Totórs: (Interrompendo) Eu estava trabalhando na época. Estava bonado. Eu mesmo ia lançar. Aí eu peguei e estourei tudo em maconha... Sacanagem (risos). Peguei o dinheiro, viajei pra caralho e acabou que eu nem soltei o disco. Um dos maiores culpados por esse disco ter sido enrolado foi eu.
Reinaldo Caneca: E aí ficamos nessa até que a gente conseguiu uma força aí da One Voice de Goiânia e da Alea Distro. Nosso amigão, o Hery aí, que poxa, a gente nem contava com as astúcias dele e do nada os caras mearam tudo. 
André Totórs: A gente ficou um bom tempo sem nem correr atrás porque a gente teve problema com formação e uma porrada de coisa. E quando a gente resolveu voltar, a gente procurou uma amiga nossa que é a Tate do Toda A Dor do Mundo e do Silente também. E ela ficou de soltar. E aí ficou naquela. Eu enrolando de um lado e ela do outro. E a gente ficou ali, né véi? De nego: "faz a arte aí". E eu fazia e não fazia. E ficava naquela enrolação. E deixamos de banho Maria por causa daquele negócio da formação. E quando que a gente voltou? Acho que foi até no Festival da PROTONS que a gente agilizou tudo. Que teve o Paura. E aí veio o Rodolfo de Goiânia e ele perguntou como estava a banda. Dissemos que estávamos com um CD gravado e sem ninguém para soltar. E aí eu falei meio que sem nem esperar... "E aí, está a fim de soltar não?" Ele falou: "Estou". E a gente agilizou os esquemas e acabou saindo. 
Reinaldo Caneca: Acabou que ele ajudou. Se propôs a fazer, mas o que eu achei mais interessante é que a Alea Distro conseguiu ajudar um bocado. Ele estava ao mesmo tempo fazendo o nosso disco e o do Desastre lá de Goiânia. Acabou que ele viu que estava sem grana para lançar os dois ao mesmo tempo. Daí pediu uma força para o Hery e o Hery, a Tate e a Alice com o esquema da Alea Distro e o Léo Hippie também, que não está muito envolvido na cena, mas está aí como mecenas da gente. (Risos) É o nosso bicheiro. O bicheiro do carnaval é ele. Poxa, eles praticamente fizeram meio a meio e está aí. O disco está solto e é só uma questão de começar a distribuir mesmo e começar a divulgação. 
Hery: Acho que no Brasil, em região o único lugar que não chegou foi o Norte. (Pensa um pouco) Não, foi ontem para Palmas. E fora do país acho que já foi para as Filipinas, Portugal, EUA, Malásia, Chile, Argentina. Que eu me lembre o CD foi só para esses lugares até agora. Em menos de dois meses. 
André Totórs: Eu mando até para o Quinto dos Infernos. Se o Capeta estiver a fim, eu mando. (Risos)

7- Vocês abordam temas como ecologia e política em algumas músicas como Planeta Terra e Terra Esquecida. O que influencia as letras do Innocent Kids?

Reinaldo Caneca: O Totórs, geralmente, é quem mais faz as letras. No meu caso, quando eu escrevi Terra Esquecida, eu escrevi mais falando sobre a indústria da seca mesmo que ocorre no Brasil já, a cerca de uns 150 anos. Podemos contar que desde o século XIX quando falaram: "ah, vamos ajudar o pessoal lá do nordeste". Mas infelizmente essa ajuda nunca chegou a quem precisa realmente. Está ajudando só determinada sociedade que vai passando de filho para neto, para bisneto, toda essa riqueza e que mantém justamente isso...
André Totórs: A questão ecológica que eu penso mesmo é o seguinte: porra, eu estava num bagulho straight edge... 
Hery: (Interrompendo) Já caiu? (Risos)
André Totórs: Eu estou! Então, eram umas bandas que eu escutava que dava um gás do caralho. Estava a fim de falar sobre esses assuntos porque estava de certa forma mais envolvido do que eu estou hoje com os lances de defesa ecológica, essas coisas assim. A gente chegou, eu e o Hery mesmo, uma galera estava bem mais envolvida com os lances. E são os lances que a gente acha importante mesmo. Preservação do planeta que é um lance que nego num dá muito valor, mas que tem que cuidar para que não fique tarde demais. Que nem a água aí que já está dando problema pra caralho. Inclusive nós temos uma música que também fala da água. Essa é escondida (no CD).

8- Eu já ia perguntar sobre isso. Que músicas são aquelas e por que estão escondidas?

André Totórs: Aquela letra lá, a gente fez em inglês por causa do Rodolfo da One Voice que ia colocar a música em uma coletânea e disse que a letra tinha que ser em inglês. Eu disse: "Mas meu irmão, eu não sei cantar em inglês." E ele: "Se vira". A gente pegou, fez a letra e eu pedi para uma amiga minha que mora no Líbano traduzi a letra... Olha o trabalho (risos). Ela me mandou a letra toda traduzida e vou eu estudar a pronúncia da letra no dicionário. E saiu aquela beleza, aquela pérola que você viu lá. 
Thiago Barbosa: Aquele intervalo dá 11 minutos e seis segundos. Transformando em segundos dá 666 segundos. E como eram duas músicas que não eram para sair no CD, colocamos de bônus no final escondidas.
André Totórs: Quando a gente foi gravar a gente pensou em gravar 12 ou 11 músicas. Acabou que sobrou tanto tempo que gravamos mais três. A gente gravou uma versão em espanhol de Terra Esquecida com o espanhol do Totórs (risos), que não entrou no CD. Eu sou tipo o Manu Chão, só que o cara tenta falar direito. E eu não. (risos)
Hery: Também pó causa de direito autoral nem dá para anunciar que uma das músicas é cover.
André Totórs: Nem anuncia, por favor! (risos). Apaga isso. Corta (risos).

9- Tem um trecho da música Sentimento de Justiça que me lembrou Cro-Mags. O que vocês escutam?

André Totórs: Cro-Mags (risos). Acho que o que motivou a banda, mesmo quem entrou depois, no caso o Hery, foi o gosto pelo hardcore nova-iorquino mais anos 80. Agnostic Front, Madball, Sick Of It All. Dessa galera mais velha a gente curte o Warzone, o Cro Mags... Eu estava até conversando com o Caneca outro dia que o que a gente mais gosta desses caras são as letras. Os caras são peão, cara. Eles falam de rua, pobreza, de coisas que a gente se amarra mesmo. Não tem esses lances de ficar ouvindo essas coisas poéticas não. 
Hery: A gente é peão mesmo.
André Totórs: A gente é peão. A gente gosta de putaria, gosta de Conic... (risos)
Reinaldo Caneca: O Jão do Ratos (de Porão) já tem essa frase marcada: "Eu sou peão, cara".
Hery: O som do Innocent Kids é uma mistura do som do hardcore de Nova Iorque com o som brasileiro, tipo DFC, Ação Direta, Sociedade Armada, Ratos de Porão...
André Totórs: Esses lances mais porrada.
Reinaldo Caneca: Acho que o que a gente ouve para fazer música é o hardcore de Nova Iorque e o hardcore de Brasília.
André Totórs: Antigamente a gente até botava uns lances mais oldschool tipo Youth Crew, mas a gente parou com isso agora.
Hery: Ainda bem.

10- O que vocês acham que anda faltando na cena Hardcore do Distrito Federal?

André Totórs: Anda faltando o moleque que tenha o verdadeiro espírito Hardcore que a gente diz que é o bagulho de você meter as caras mesmo. Estava até comentando ontem com os moleques que fiz um zinezinho esses dias, porque tem uma galera que fica no Mirc, faz porra nenhuma e fica falando mal de quem faz. "Ah, Brasília não tem uma cena. Brasília não tem porra nenhuma. Ninguém está a fim de agilizar nada." O que mais chateia a gente é saber que são amigos nossos que falam isso. O cara que vê a correria do Hery que agiliza os bagulhos pra caralho e tem preju direto, preju para a gente que está desempregado que não é pouco... E nego vê as correrias de neguinho que está tomando no cu direto com esses lances de preju e neguinho ainda fica falando merda... Acho que o que falta é nego entender o que é o bagulho de verdade. É o que eu estava falando, não precisa de dinheiro para entrar no negócio. Você tem o quê? Uma máquina digital? Bate foto dos shows, cara. Você sabe fazer um site? Faz um site divulgando as bandas daqui de Brasília. O que mais você sabe fazer? Sabe fazer camiseta? Faz camiseta das bandas. Agora ninguém está a fim de fazer isso. Ficou uma galera e nego fica achando assim: "pô, aquelas 10 pessoas se amarram em fazer tudo sozinho". Pó, ninguém se amarra cara. Se você pode dividir o preju com umas 20 pessoas, você prefere ficar com o preju com 10? Lógico que não. O problema é que ninguém vem ajudar ninguém. Nego quer ficar falando merda mesmo.

11- Quem vocês acham que vem contribuindo na cena Hardcore do DF?

Thiago Barbosa: Tem que começar pelo Entorno. Formosa, tem uma galera que a gente conhece em Formosa. Tem o Beto que sempre está dando uma força para a gente e organizando shows por lá. Em Planaltina tem o Caju que sempre está colando com a galera e também organizando shows. Tem o Ronald do (zine e site) Reação Própria, o Alucináticos.
Reinaldo Caneca: Tem a PROTONS que na área de punk rock está sempre trazendo muita banda aí. De hardcore trouxeram o Paura que estava meio sumido e eles trouxeram aí. 
Hery: Aguardem o novo CD do Paura. 
Caneca: Ta ficando chique, ta ficando moderninho. Tem o Hery também fazendo os shows. Tem o Fellipe C.D.C. em Taguatinga. Na cena do Valparadise...
André Totórs: (Interrompendo) A cena lá está escrota.
Reinaldo Caneca: No Jardim Ingá a gente tocou semana passada que tinha uma estrutura boa...
André Totórs: (Interrompendo) A cena no Entorno, através desses caras que estão agilizando o bagulho, está ficando foda, viu véio? 

 

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