# 26 - agosto de 2003

The Ataris

"So Long, Astoria"

por Victor Andrade

Dois anos passados do lançamento de "End is forever", e os Ataris voltam a fazer um lançamento mundial, dessa vez pela major Columbia Records. Como era de se esperar, o disco novo pega uma carona na moda emo (que alcançou suas mais altas proporções nos EUA com o álbum "Bleed American", do Jimmy Eat World.), que, mesmo tendo sempre sido a maior tendência da banda, dessa vez a fez largar o hardcore de vez.

Na parte das letras, não há nada de novo. Os Ataris continuam com a velha e eficiente fórmula: músicas ultra-românticas camuflando um ou outro protesto. Dessa vez, a parte engajada do álbum ficou por conta da faixa "Radio #2", que fala, como você provavelmente já percebeu, de estações de rádio.

Sem querer tirar os méritos da banda por ter lançado um bom álbum, "So long, Astoria" só conseguiu ser melhor que o debut "Anywhere but here", quando comparado aos discos anteriores. Como sempre podemos esperar da boa banda que os Ataris são, eles, que nunca lançaram um disco que não tivesse três ou quatro ótimas músicas, tiveram alguns de seus melhores momentos em composições desse álbum. Os destaques positivos ficam por conta de "So long, Astoria", primeira faixa, e "Looking back on today", que já tinha sido lançada antes em uma coletânea numa horrorosa versão acústica (na primeira vez em que ouvi a versão do álbum, foi até difícil de acreditar que a música era a mesma). "Summer of ‘79", "Boys of Summer" e "Radio #2" (que já tinha sido lançada na mesma coletânea da versão acústica de "Looking back..."), além da regravação de "I won’t spend another night alone" (do clássico "Blue skies, broken hearts… next 12 exits") também são muito legais.

Dessa vez não tive trabalho para destacar os pontos negativos do álbum, como teria em outros discos dos Ataris. Eles tiveram a infelicidade de pegar a pior música do disco, "The saddest song", e gravar versão plugada (faixa 4) e desplugada (faixa 15), tendo ambas ficado ruins.

Com a ida à Columbia, espera-se que a banda fique cada vez mais emo e menos punk. Se essa mudança te agrada, é certeza que o disco "So long, Astoria" não vai te decepcionar.

 

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