# 26 - agosto de 2003

NOFX

"The War on Errorism"

por Victor Andrade

Depois de três anos sem lançar um full lenght, o NOFX volta ao quadro de lançamentos mundiais (nesse meio-tempo teve o split com o Rancid, da split series da Byo Records – em que cada um toca seis músicas do outro, a coletânea de B-sides "45 or 46 songs that weren’t good enough to go on our other records" e o mais recente EP, "Re-gaining unconsciousness", que adiantou três músicas de "The war on errorism", que seriam "Idiots are taking over", "Franco Un-american" e "Medio-core" – o EP também é formado por "Hardcore’84", além de uma faixa-propaganda do disco que estava por vir, bem legal).

O disco começa com o pé direito (isso seria sua melhor música), "The separation of church and skate", mais pancada que o normal do NOFX e com uma letra muito boa sobre a pobreza que o punk rock e a cena alternativa se tornaram nos dias de hoje – se você quiser ler essa e/ou qualquer outra letra do disco, pegue o atalho: http://www.lyred.com/lyrics/NOFX/War+On+Errorism/ A segunda música, mais um dos destaques, "The irrationality of rationality", foi o som de divulgação do disco (ao lado de "Idiots are taking over", que serviu pra divulgação do EP "Re-gaining unconsciousness"), no site da Fat Wreck, ou seja, mp3 de graça pra quem quiser. Além das três já citadas, vale a pena dar uma destacada em "Decom-posuer", "Anarchy camp" (que, como há muito tempo não se via o NOFX fazer, é um ska), "American errorists", "Re-gaining unconsciousness" e "Whoops, I OD’d", a mais melancólica do disco, sendo essa última só baixo e vocal. A mais fraquinha do disco é "She’s nubs", em que o NOFX parece querer soar, de forma mal-sucedida, parecido com os Toy Dolls.

Apesar de ter mostrado os caras mais afiados que nunca como instrumentistas, o disco novo infelizmente não surpreendeu os fãs mais pessimistas do NOFX. Eles não voltaram à sua melhor forma, vista pela última vez em "So long... and thanks for all the shoes". "The war on errorism" é do mesmo nível, talvez até um pouco melhor que seu antecessor, o "Pump up the valuum", ambos tendo apresentado o mesmo pecado por parte da banda, que foi ter lançado quase um terço das músicas do disco antes de seu lançamento, fazendo com que a novidade fosse menor. As letras, no entanto, continuam impecáveis como sempre, o que, por si só, já faz valer a pena dar uma ouvida no novo trabalho dos caras, além do que, mesmo não sendo dos melhores discos do NOFX, é um dos melhores lançados ultimamente nesse estilo, algo que se pode repetir quase todas as vezes em que eles lançam um disco novo.

 

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