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| # 27 - janeiro de 2004 |
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Turísmo na história do Rock por Thiago Porto A primeira parada é nos Estados Unidos, berço oficial do rock. Para começar, nada como conhecer cidadezinhas pacatas que se tornaram históricas por causa do rock: Tupello e Woodstock. A primeira, localizada no Mississipi, é a cidade natal do rei do rock, Elvis Presley, e em cada canto é possível encontrar homenagens e referências ao rei, inclusive é possível encontrar, nos bares e restaurantes da região, seu prato preferido: sanduíche de manteiga de amendoim com banana. A segunda, perto de Nova Iorque, é a cidadezinha que deu nome ao maior festival de rock de todos os tempos, o Woodstock, por onde passaram nomes antológicos como Jimmy Hendrix, Janis Joplin, The Who e Jefferson Airplane. Depois de conhecer essas cidadezinhas pitorescas, é a vez de dar um pulo ao extremo oeste americano, mais exatamente a California. Nesse ensolarado estado existem duas cidades que não podem ficar de fora do circuito rock. A primeiro é Los Angeles e seu famoso Sunset Boulevart, que liga a baía de Santa Monica ao centro e foi o local escolhido pelos executivos das gravadoras para montar seus escritórios e onde é possível encontrar astros do rock desfilando a todo o momento. Ainda em Los Angeles não se pode deixar de conhecer os bares freqüentados por esses mesmos astros, como o Hollywood Palladium, que foi a primeira casa a abrir as portas para bandas ligadas ao movimento hippie, e que teve apresentações históricas dos Rolling Stones, Grateful Dead e The Who. A casa também serviu de cenário para os shows mostrados no filme "Os Irmãos Cara-de-Pau". As bebidas são caras e os seguranças são rudes, mas a música é sempre boa. Na esquina com a rua Vine, o Palace é outra casa tradicional, famosa por revelar novos nomes, e onde o Nirvana fez seu último show "pequeno" aqui. Detalhe: do outro lado da rua fica a torre da gravadora Capitol, dos Beatles e Beach Boys, com um saguão recheado de discos de ouro. A mais famosa casa é o Whisky, o local onde Jim Morrison e os Doors ganharam fama, com apresentações que pararam a cidade. Entre os outros artistas que surgiram no Whisky estão Stevie Wonder, Cream e Alice Cooper, que tornou-se conhecido após abrir um show histórico dos ingleses do Led Zeppelin. O local passou por diversas crises financeiras, mas nos últimos anos voltou a apresentar boas atrações. Ah, e não podia-se esquecer do Rainbow, o bar preferido dos músicos nos anos 70 que viu bebedeiras históricas de clientes como Keith Moon (The Who), Ringo Starr e John Lennon (Beatles) e Led Zeppelin e que ainda é freqüentado por muitos artistas. A segunda cidade é San Francisco e sua famosa Bay Area, onde se aglomeram inúmeras lojas de CDs e camisetas, bares e casas de shows. Todos freqüentados por uma excelente clientela como os rapazes do Faith No More e do Metallica. Sem contar a belíssima paisagem da baía, com vista para o presídio de Alcatraz. E não é só: ainda em San Francisco há o muito interessante Wax Museum, ou seja, museu de cera.Lá estão imortalizados em estátuas de cera - com um realismo incrível! - artistas, esportistas, humanistas e figuras históricas. Entre eles Elvis Presley, John Lennon, Marylin Monroe, Marlon Brando e até o Drácula! Saindo dos Estados Unidos, é a vez da Europa. No velho continente, a Inglaterra é a parada obrigatória para os roqueiros. Além das maravilhosas lojas de CDs de Londres - o paraíso dos roqueiros - existem bares igualmente maravilhosos na capital inglesa. Fora de Londres, outra parada obrigatória é Liverpool, terra natal dos Beatles. Por causa deles Abbey Road, Strawberry Fields e Penny Lane, cantadas em seus sucessos, tornaram-se pontos turísticos. Por eles também o Cavern Club se tornou famoso e ainda hoje é um excelente local para ouvir boa música. Outros bares interessantes que devem ser visitados é The Jacaranda Club (Slater Street) e The Grapes (Mathew Street). E, é claro, já que estamos na Inglaterra, inaceitável não dar uma olhadinha na maravilhosa e enigmática formação rochosa Stone Henge, que serviu de inspiração para muitas bandas de heavy metal. Mas se você não tem muito dinheiro, não precisa ir muito longe. Em São Paulo mesmo há a antológica Galeria Barão Velho, vulgo Galeria do Rock. Localizada no centro da cidade, mais exatamente na rua 24 de maio, a galeria é uma das maiores concentrações de lojas especializadas em rock do planeta. São mais de 25 lojas de CDs, camisetas, tatuagens, além de fã clubes e postos de vendas de ingressos, revistas e fanzines. Mas o mais interessante mesmo são os freqüentadores: a galeria tem a capacidade de unir diversas tribos harmoniosamente. Excelente também são as tardes de autógrafo, por onde já passaram Deep Purple, Pantera e Bruce Dickinson, entre outros. Vale lembrar que o local é freqüentado por artistas brasileiros como Angra e Sepultura - o Brasil também produz excelente música! Bom, depois dessas dicas, é só fazer as malas e aproveitar o que o mundo tem de melhor - e a música também!
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